Sem Segredo: mudança no perfil dos novos motoristas atinge profissões como a de caminhoneiros
O perfil do novo motorista tem mudado nos últimos anos. Cada vez mais pessoais maduras, acima de 50 anos, estão buscado fazer a carteira de habilitação pela primeira vez. Ao contrário, os jovens de 18 anos já não tem mais o sonho de fazer a CNH na maioridade. De um lado, a busca por independência e, neste aspecto, as mulheres tomam a dianteira de fazer a habilitação depois de uma vida consolidada, filhos criados e vida estabilizada. De outro, os jovens tem à sua disposição o transporte por aplicativo e as opções que não precisam de habilitação como as patinetes e motos elétricas.
O assunto foi abordado no Sem Segredo de sábado que recebeu entre os convidados, o Diretor Geral da Autotec, Antônio Carlos Gonçalves. Ele contou que, recentemente a Autotec recebeu uma senhora de 70 anos para a primeira CNH e que o atendimento foi feito dentro do tempo e das condições físicas dela. O resultado foi a CNH na mão no terceiro teste.
Se o perfil dos motoristas de primeira viagem está mudando, não é o que ocorre com motoristas profissionais que estão envelhecendo na carreira. O coordenador de Desenvolvimento Profissional do Sest/Senat, Milson Grilo disse que a entidade está trabalhando para despertar o interesse de jovens para a profissão de caminhoneiro, por exemplo. Hoje, segundo ele, os mais jovens não querem saber de ficar tanto tempo longe de casa e enfrentar o desgaste da estrada, mesmo sabendo que os novos veículos são todos automatizados e conectados. O Sest/Senat tem um trabalho para atrair os novos profissionais, mostrando que a tecnologia como aliada.
O advogado Ruan Pacheco, especialista em direito do trânsito explicou que a legislação brasileira não estabelece idade máxima para parar de dirigir. A CNH é renovada a a cada dez anos para até 50 anos. Depois disso, a cada cinco anos e para idade mais avançada, a cada três anos. No entanto, a renovação vai depender muito da condição física e psicológica do motorista e que pode ser negada ou ter prazo menor quando o motorista, independentemente de idade, não apresentar as condições adequadas.
E outra informação muito importante dada pelo advogado, refere-se ao exame toxicológico, que passou a ser obrigatório a partir de dezembro do ano passado. O motorista profissional deve fazer o toxicológico a cada dois anos e meio. Em caso de ter detectada alguma substância ilícita como maconha, cocaína, ‘rebite’, ou outras drogas, ele perde o direito de dirigir por seis meses.