Para auditor-fiscal solução da crise financeira do Estado deve ser resolvida sem acordo com o governo federal
A renegociação da dívida do Rio Grande do Sul com a União, que estabelece uma série de medidas, como federalização ou privatização de estatais, está dividindo opiniões em todo o Estado.
O governo estadual tem até o final desse mês para encaminhar o plano de recuperação fiscal e, com isso, garantir a suspensão do passivo pelo período de três anos e ainda receber o aval para financiamento de pelo menos R$ 3 bilhões.
O auditor-fiscal da Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, João Pedro Casarotto, falou na Uirapuru sobre a importância da sociedade gaúcha assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas no passado e se unir para resolver o problema causado por elas, sem precisar fazer acordo com o governo federal e tomar mais empréstimos.
Explicou que o governo está aproveitando a situação para centralizar cada vez mais o poder em Brasília. Ressaltou que em outra oportunidade, já foram feitas imposições ao Rio Grande do Sul que resultaram no montante de R$ 57 bilhões em dívidas. Casarotto disse que a renegociação vai minimizar o problema por alguns anos, mas logo o Estado estará com uma conta ainda maior.
Para o auditor-fiscal, o que o governo federal está impondo é altamente prejudicial às finanças do Rio Grande do Sul. Em relação as estatais, disse que a população tem o direito de debater se quer vendê-las ou não. Frisou que a Assembleia Legislativa faria um belo serviço para o Estado se não autorizasse essa renegociação.