Sem Segredo: maioria dos ouvintes evita dar esmola e sugere encaminhar moradores para os órgãos responsáveis
Em Passo Fundo muitos se deparam com pessoas pedindo dinheiro pelas ruas, inclusive crianças nas paradas de ônibus.Mas será que a dar esmola resolve o problema social? A questão polêmica foi tema do programa Sem Segredo do último sábado. Participaram do debate a secretária-adjunta da Semcas, Elenir Chapuis, e o pastor, Paulo César Monteiro da Silva.
A maioria dos ouvintes evita dar escola, doando alimentos e roupas, pois alegam que o dinheiro pode ser usado para comprar drogas e bebidas.Outros relataram que veem na esmola um ato de caridade, mas que é preciso tratar a origem do problema, levando para entidades de apoio.
O pastor Paulo César Monteiro da Silva explica que qualquer tipo de ajuda pode ser chamada de esmola, sendo todo auxílio bem-vindo. Mas, para ele, o ideal é encaminhar os moradores de rua até os órgãos competentes, pois a esmola é uma ajuda paliativa, que pode prolongar a situação de vulnerabilidade social.
Dentro das instituições será identificada a carência, dando assistência e o apoio necessário para resolver o problema, para futuramente o indivíduo ter uma vida normal.
A secretária-adjunta da Semcas, Elenir Chapuis, explicou que a Prefeitura de Passo Fundo oferece três serviços para pessoas em situação de rua. Em um primeiro momento é realizada a Abordagem Social, pelos fiscais, que oferecem ajuda, investigando o problema.
Se a pessoa aceitar é encaminhada para o Centro Pop, um espaço para permanecer durante o dia, que oferece refeições e atividades, onde uma equipe técnica projeta possibilidades de vida para o indivíduo deixar as ruas. Elenir Chapuis destaca que por mês são atendidas no local em média de 100 a 120 pessoas de Passo Fundo e da região, já que não são todas as cidades que oferecem o serviço.
Outra opção é a Casa de Passagem, conhecido como Albergue Municipal, que oferece três refeições diárias e pernoite. Explica que o ideal é a população informar a secretaria do que dar esmola, para garantir a qualidade de vida das pessoas.
Informações sobre moradores de rua podem ser feitas para o Centro POP no 3314 5278 ou na SEMCAS pelo 3312 3070.