Patussi critica ineficácia do sistema de segurança disponibilizado às Emeis
A vulnerabilidade do sistema de segurança disponibilizado às escolas de educação infantil de Passo Fundo pautou, mais uma vez, a manifestação do vereador Marcio Patussi (PDT), na tribuna da Sessão Plenária do Legislativo. No pronunciamento, o parlamentar repercutiu a ineficácia do serviço, que ocasionou, pela quarta vez no ano, o arrombamento da Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Sonho Encantado, no bairro Hípica. Ele mencionou que desde a retirada do serviço de vigilância das escolas a ocorrência de assaltos e depredações aos educandários aumentou significativamente.
“Já era esperado que a decisão administrativa do Executivo que decidiu pela retirada dos vigilantes de algumas escolas municipais repercutisse negativamente. Pela segunda vez no mesmo mês e quarta no ano, essa escola é arrombada, depredada e tem parte de seus materiais roubados e ela não é a única”, disse o parlamentar que já havia criticado a decisão. Para Patussi, a aplicação dos recursos orçamentários da pasta da educação deve ser reavaliada de forma que os 35% do orçamento destinado à Secretaria atendam as áreas prioritárias.
“É visível que o sistema de vigilância empregado não está funcionando e que é necessário qualificar a prestação do serviço em todas as Emeis de Passo Fundo. Estamos falando da segurança de escolas, de crianças. Não podemos deixar chegar ao ponto de que esses atos de vandalismo aconteçam nos horários que os educandários estão cheios”, declarou o parlamentar.
No mês de julho Patussi já havia questionado, na tribuna do Parlamento, as decisões administrativas da Prefeitura de Passo Fundo que determinavam a retirada do serviço de vigilância de algumas escolas do município. Na época, a comunidade da Emei Fadinha, localizada no bairro Donária, reivindicava a permanência da segurança 24h.
De acordo com a diretora da Emei, Joane Ferreira da Silva, hoje, a escola conta, somente, com vigilantes no turno da noite, finais de semana e feriados, enquanto que durante o horário de funcionamento da escola não há a presença de vigilantes. Ela mencionou, ainda, sobre a ineficácia do sistema de segurança eletrônico, prestado por uma empresa terceirizada da prefeitura. “Quando o alarme dispara, ao invés da empresa ir até a escola, eles ligam para a direção ir averiguar. Isso é um absurdo”, criticou a professora. Para ela, o sistema de segurança disponibilizado anteriormente era mais eficaz. “Antes contávamos com vigilantes armados às 24h do dia. Os horários de entrada e saída da escola eram protegidos e toda a comunidade do bairro se sentia mais segura”, defendeu.
Conforme a diretora da Emei, as falhas no sistema de vigilância eletrônica já foram informadas à Secretaria de Educação, que informou que realizará uma reunião com a prestadora do serviço.