Paulo Giongo recebe homenagem póstuma de colegas da Academia Passo-fundense de Letras
No dia 31 de agosto Passo Fundo perdeu um dos seus ícones, Paulo Giongo, aos 89 anos. Giongo era farmacêutico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e advogado, pela Universidade de Passo Fundo (UPF).
Natural de Estrela, foi considerado cidadão honorário de Passo Fundo. Ele pertenceu aos quadros do Grêmio Passo-Fundense de Letras e participou da transformação da associação em Academia Passo-Fundense de Letras (APLetras), em 1961.
No último sábado (30) ele foi homenageado na APLetras. Sempre quando falece alguma pessoa que tenha prestado serviços relevantes à cultura da cidade ou que tenha sido membro da academia, a entidade realiza uma cerimônia de panegírico. O ato foi conduzido pelo acadêmico Dr. Luiz Juares de Azevedo.
Na Uirapuru, Azevedo destacou que Giongo foi uma figura ímpar e quem sabe a mais importante do século passado no movimento cultural de Passo Fundo. Destacou que ele atuou em múltiplos setores, sempre visando a difusão da cultura e das belas artes, fazendo com que a cidade crescesse nesse sentido.
Giongo fez parte do movimento pela fundação da UPF, nos anos 50. Foi autor de peças teatrais e diretor do Grupo de Teatro Amador Delorges Caminha; presidente da ACISA; presidente da Subsecção da OAB; e apresentador de programas da rádio e TV; colunista de diversos jornais; ator do filme “Gaúcho de Passo Fundo” e professor de Química na rede estadual de ensino.