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Dia da Consciência Negra: data prede reflexão e políticas reparatórias

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Nesta segunda-feira, 20 de novembro, é comemorado em todo país do Dia da Consciência Negra. A data, segundo o ativista do movimento negro e agente defensor dos direitos humanos babalorixá e Cacique de Umbanda, Ipácio Carolino, remete ao ano de 1685, quando é assassinado Zumbi dos Palmares. Segundo ele, desde então Zumbi se torna um herói para os afro-descentes e representa a luta antirracista.

Mais tarde, entre as décadas de 1960 e 1970, surge no Rio Grande do Sul um grupo chamado Palmares. É então este grupo que passa a reivindicar o 20 de novembro como referência. Depois de uma luta nos campos político e diplomático, a data é então assinalada como Dia da Consciência Negra.

Conforme Ipácio, o 20 de novembro é um dia de reflexão, denúncia e cobrança das autoridades por políticas públicas reparatórias. O objetivo é diminuir as desigualdades com as quais sofre o povo preto. O Brasil, segundo dados do IBGE, tem 56% da população entre pardos e negros, mas isso não se reflete nos espaços, como o mercado de trabalho, explica o ativista: “essa maioria não se reflete nos espaços como o mercado de trabalho, onde ainda somos minoria, no acesso a instituições públicas ou privadas e também, quando se acessa esses espaços, ainda somos minoria nos postos de comando e isso é racismo. Não é por falta de capacidade, não é por falta de competência. É por falta de reconhecimento”, argumenta.

De acordo com ele, a luta não é por privilégios e sim por justiça. No caso da lei de cotas, ele lembra a dificuldade de acesso aos bancos escolares, que vem desde o passado. Uma lei de 1837, por exemplo, proibia que escravizados e filhos de escravizados frequentassem a escola. Por isso a importância da lei, que vem para corrigir e reduzir diferenças.

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