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Polícia

Novo golpe na praça: criminosos usam falsa pesquisa para fraudar celulares e causam prejuízos

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Desde a pandemia os estelionatários têm intensificado a gama de crimes digitais. Os bandidos aproveitam que, devido á pandemia, as relações comerciais e sociais passaram a ser mais digitais do que físicas e, neste contexto, muitos ainda não estão acostumados e tendem a não entender como é possível cair em um golpe.  Um dos mais comuns é o WhatsApp roubado ou clonado. Neste golpe os bandidos assumem o controle do aplicativo em outro telefone, passando a enviar mensagens pedindo dinheiro emergencialmente a contatos frequentes.

No entanto, para isso eles precisam cumprir algumas etapas de segurança que o próprio whatsApp impõe, dentre elas obter um código que é enviado apenas ao celular legítimo do dono da conta.  Segundo o integrante do Conselho Municipal de Saúde, Neri Gomes, os criminosos usam o artifício de uma falsa pesquisa sobre a vacina contra a Covid-19 e demais dados.  Eles ligam para as vítimas e pedem que a pessoa dê uma nota para a vacina ou responda a uma pesquisa relacionada.

Depois, com o argumento de validar esta nota, fazem, sem a pessoa saber, um pedido de troca de número naquela conta de WhatsApp, momento em que o sistema envia um código de segurança para o telefone original.  Os criminosos pedem então que a vítima diga este código, alegando que seria para validar a pesquisa.  Uma vez informado, os bandidos conseguem assumir o controle do WhatsApp e iniciam os golpes.  Neri Gomes pede que as pessoas não participem de qualquer pesquisa neste sentido e reforçou que trata-se de um golpe que têm feito muitas vítimas na região.