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Economia

CDL é contra o aumento no ICMS proposto pelo Governador Eduardo Leite

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Lei regulamenta que empresas devem pagar ICMS à Estados que receberem a mercadoria e não onde ela é fabricada
Lei regulamenta que empresas devem pagar ICMS à Estados que receberem a mercadoria e não onde ela é fabricada

Na última terça-feira (14), o governador Eduardo Leite pegou todos os gaúchos de surpresa ao reunir os deputados da base e apresentar a ideia de encaminhar para a Assembleia Legislativa um projeto que aumenta a alíquota de ICMS 17% para 19,5%, um acréscimo de 2,5%. O governador disse que movimento seria para compensar a perda de R$ 4 bilhões e preparar a transição para a reforma tributária.

Nesta quinta-feira (16) a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Passo Fundo publicou um vídeo no qual demonstra ser contrário ao aumento do imposto. Conforme o diretor da CDL, Roberto Estivallet, os empresários foram surpreendidos com a proposta de Eduardo Leite de aumentar o ICMS no Estado. Ele recorda do momento difícil que o comércio e as empresas passaram durante a pandemia e as dificuldades com a inflação e a taxa de juros em alta.

De acordo com Estivallet, caso venha a ser aprovado esse reajuste no ICMS, muitas lojas vão acabar fechando e, consequentemente, empregos perdidos. Além disso, todos os consumidores seriam afetados, uma vez que, o ICMS incide em todos os produtos que compramos. O diretor da CDL lembra que Eduardo Leite prometeu durante a campanha eleitoral que não aumentaria impostos e agora dá esse banho de água fria nos empresários gaúchos.

Roberto Estivallet destaca que o governo precisa encontrar outra maneira para compensar a perda de R$ 4 bilhões e não castigar a população. Ele frisa que a economia seria muito afetada caso o aumento no ICMS realmente aconteça.