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Saúde

Emoção, Afeto e Comportamento: luto deve ser preenchido com coisas novas para seguir em frente

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

No último dia 02 de novembro foi o Dia de Finados, data que marca a lembrança dos entes queridos que já passaram desta vida. O dia é sempre marcado por muita saudade e lembranças.  No entanto, por trás da saudade há o luto, um período em que a pessoa se depara com a perda de um ente querido e precisa lidar com a nova realidade.  Para alguns, o luto é uma fase, mas para muitos é um divisor de águas na vida, um novo caminho.

O assunto foi abordado dentro do mais recente programa Emoção, Afeto e Comportamento, programa que vai ao ar todas as terças-feiras, às 20h10, na Uirapuru.  O programa é apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer e teve a participação da psicóloga, doutora e pesquisadora sobre o luto, Ciomara Benincá.  A psicóloga explicou que é comum ter rituais para lembrar e celebrar a memória de quem partiu em diferentes momentos.

Há pessoas que costumam falar sobre quem partiu, outras que fazem a comida preferida daquela pessoa enquanto falam dela ou como se fosse com ela, em simbolismo.  Há também situações onde verdadeiros altares de memória são mantidos, como casos de pais que perderam seus filhos e conservam o quarto dos mesmos intocado.

Para Ciomara, é preciso intervir com atendimento especializado, formado por diferentes profissionais de saúde, quando o luto perdura por muito tempo ou simplesmente não termina.  Disse que o amor não combina com a dor, mesmo que seja da perda.  É preciso inserir coisas novas na vida e, pouco a pouco, seguir em frente, ainda que mantendo a lembrança e o respeito por quem se foi.