Chuvas frequentes e calor devem favorecer aumento dos casos de dengue no verão
Não é só no campo da agricultura que o calor e chuvas atípicos para a época do ano trazem reflexos. O ano de 2023 foi marcado por um número de casos de dengue sem precedentes na história de Passo Fundo. A cidade registra, até o último boletim estadual desta semana, 842 casos confirmados e 3 óbitos. O crescimento está diretamente relacionado ao aumento na população do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. O mosquito precisa de água parada e gosta do calor, mas está se adaptando e alguns fatores não são mais determinantes para que deixe de circular, dentre eles o frio.
Em entrevista na Uirapuru a chefe do Núcleo em Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, avaliou que, com temperaturas mais altas e chuvas, o cenário perfeito para os mosquitos se formou. Os casos positivos diminuíram no inverno, mas não cessaram e ainda não registrados. Disse que o Aedes está sim mais adaptado, resistindo mais ao frio e assim circulando no clima ameno.
No surgimento das primeiras temperaturas mais elevadas, como as recentes, a tendência é de maior surgimento do mosquito na busca de água parada para o depósito dos ovos. Ivânia alertou que a população deve fazer agora todo o possível para diminuir os locais com água parada. Disse ainda que há uma tendência e realidade, para todos os municípios da região sul do Brasil, o crescimento de casos de dengue de agora em diante. Alertou ainda que a dengue mata e um único mosquito pode contaminar até 50 pessoas em um raio de 300 metros, mostrando que o combate deve ser feito por todos.