Presidente do PSB diz que denúncias contra ele são falsas e acusa grupo de tentativa de golpe
O presidente estadual do PSB, Mário Bruck, disse que as denúncias contra ele são uma farsa e que o grupo do partido que pediu o seu afastamento age como a intenção de um golpe. Bruck conversou com a Rádio Uirapuru a propósito do requerimento assinado por 15 membros do diretório, que pede o seu afastamento da direção estadual, enquanto for esclarecido denúncias de que estaria num esquema de corrupção. Segundo ele, este assunto foi surpreendentemente requentado agora, mas já é de conhecimento da executiva do partido desde 2019, quando uma denúncia anônima tentou vinculá-lo a desvios de recursos destinados à saúde e à Assistência Social, por meio de um instituto sem fins lucrativos.
A denúncia foi recebida em maio deste ano pela Justiça Federal. Bruck disse que uma montagem de sua foto com o logo do instituto foi feita de forma grosseira, o que está provado por meio de uma perícia. Outro processo em que virou réu, em abril, está na Justiça Estadual, ele é apontado como participante de desvios na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (Fase). Para ambos os casos, Bruck disse que está com a consciência tranquila e vai provar sua inocência. Ele estranha, porém, que estas questões venham à tona agora, partindo de uma minoria que faz um movimento para tentar assumir a direção do partido. As mesmas pessoas que, segundo ele, o reconduziram para a presidência do diretório.
“Tenho mais de 35 anos de vida pública, nunca roubei nada, minhas contas foram vasculhadas e não encontraram absolutamente nada a não ser o salário que recebo com meu trabalho”, afirmou. Para ele, esta é uma tentativa de dar um golpe em quem foi eleito legitimamente para comandar o partido, usando as mesmas táticas do bolsonarismo. O presidente estadual do PSB afirmou ainda que ambos os processos estão em fase de instrução, onde será provada sua inocência. Bruck analisa a possibilidade de buscar reparação, já que ele e a família estão sendo vítimas de abalo moral.
Disputa
Mário Bruck disse que a disputa pelo comando do partido vem desde 2017 quando o grupo que comandava perdeu na eleição do diretório. A época, ele foi eleito com 61% dos votos, contra 39%. “Quem perdeu nunca se conformou e tenta desgastar a nossa imagem, com denúncias que não se sustentam”, completou.