Ponto e Contraponto: Verba do presídio iria para Caxias do Sul
Os R$ 100 milhões para a construção do Presídio de 800 vagas, em Passo Fundo, seriam destinados inicialmente para Caxias do Sul. Foi um movimento do secretário de Justiça e Direitos Humanos, Mateus Wesp, junto ao governador Eduardo Leite, que assegurou o recurso para Passo Fundo. A verba anterior já havia sido perdida pela enésima vez desde 2007 quando iniciou a novela. Esta semana, o governo do Estado protocolou o projeto arquitetônico na Prefeitura, que precisa agora verificar se está de acordo com o plano direto, o impacto de vizinhança, as licenças ambientais e definir questões como recolhimento de lixo. O projeto arquitetônico será apresentado oficialmente pelo governo na próxima terça-feira, dia 26, em Porto Alegre. Ele prevê a construção de 18 mil m² de área para as 800 vagas que atenderão a região do Planalto. Também tem a previsão de construção de uma escola e coleta de água da chuva.
Dianteira
Ao retornar para a Câmara, o vereador Saul Spinelli (PSB), assumiu a dianteira deste tema e esta semana fez questão de agradecer a Administração Municipal pela agilidade no encaminhamento dos processos para viabilizar, finalmente, a construção do presídio. Será que vai?
Mobilizado
O município de Carazinho segue firme na mobilização para evitar a construção do presídio na área às margens da BR 285 e próximo à divisa com o Município. Mas este assunto, politicamente, parece estar resolvido no governo, que não abrirá mão da obra.
Nova proposta
A PAR Soluções Agrícolas, do empresário Antônio Roso, e detentora do CNPJ da Manitowoc, protocolou junto ao Tribunal de Justiça do Estado uma proposta de transação judicial, em mais uma tentativa de solucionar o impasse da área que se arrasta desde 2016. A proposta foi feita diante da negativa do Ministério Público Estadual em aceitar o plano de negócios apresentado pela PAR, dentro do processo, que previa R$ 31 milhões de ressarcimento ao município, R$ 50 milhões em investimento no negócio e a geração de 300 empregos. A empresa, manifesta na sua nova proposta, concordância em devolver a área para licitação, vai participar do processo, com a ressalva de que precisa ressarcimento dos custos que teve até agora, com a compra das instalações e de manutenção. Em síntese: sai de cena a indenização ao município e entra o pedido de ressarcimento.
Incorporação
A Biotrigo, referência em melhoramento genético de trigo na América Latina, com sede em Passo Fundo, vive um momento importante e de expectativa com a possibilidade de integrar a GDM – Grupo Don Mário, companhia global de melhoramento genético de soja do mundo. A incorporação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), no Brasil, e da Comissão Nacional de Defesa da Concorrência da Argentina. O que existe, por enquanto, é um acordo de intenção. Cerca de 70% da área cultivada de soja no Brasil e 40% no mundo tem sementes do Grupo GDM. E a Biotrigo domina as áreas plantadas de trigo no Brasil. A incorporação vai significar a união de dois gigantes e, para a Biotrigo, uma possibilidade futura de internacionalização.
O nome
Se existe um nome que pode levar o PL para a aliança do prefeito Pedro Almeida este nome e Patric Cavalcanti. O que falta é convencer o ex-vereador. Ex-aliado nas gestões de Luciano Azevedo, Patric chegou a assumir a secretaria de Tranporte Serviços Gerais no começo do mandato de Pedro e quando deixou a pasta quem o substituiu foi o adjunto Alexandre de Mello. Na época, Patric estava no DEM, que deu lugar ao União Brasil. A criação do novo partido dividiu as lideranças locais: parte migrou para o PL transformando-se em oposição à administração e, outra parte (dois vereadores Nharam e Colussi), foi para o União Brasil, mantendo-se na base.
Confiança
Projeto que altera a legislação dos servidores, abrindo espaço na administração municipal para a realização de concursos, deve ser votado na próxima semana. O substitutivo protocolado pelo Executivo passa pelas comissões antes de ir a plenário. A porta para negociação está mantida aberta e cresce a confiança de aprovação.
Mobilização
Professores municipais não passarão do estado de greve como forma de mobilização. A última greve da categoria, na primeira gestão do prefeito Luciano Azevedo, custou aos grevistas desconto em folha dos dias não trabalhados e perdas nas vantagens, como progressão de carreira. Uma ação coletiva movida pelo Simpasso, à época, tentou reverter, mas não obteve êxito.