Skip to content

Tradição

Em tempos de Festejos Farroupilha o charque é uma das carnes preferidas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O gado foi a base da economia gaúcha durante um longo período da história do Rio Grande. Introduzido pelos jesuítas, atraiu os tropeiros que vinham de São Paulo e Minas para buscar gado e levá-lo para aquelas províncias. Serviu, também, de esteio para a fixação de habitantes, na medida em que permitiu uma atividade econômica para os estancieiros que aqui se fixaram. Essa base seria ainda mais consolidada com o surgimento das charqueadas. Elas iriam produzir o charque, um produto largamente utilizado na alimentação naquelas épocas passadas, pelo seu poder nutritivo e também por ser de mais fácil conservação. As charqueadas começaram a surgir na região de Pelotas em torno do ano de 1780. Anteriormente, o charque já era produzido no sul do continente, mas de maneira artesanal e em pequena escala. Dos tipos de carne desidratada, é a que cozinha com maior rapidez. Neste período de festejos farroupilha o charque e a costela estão em todas as listas de compras. O charque pode ser adquirido hoje em Passo Fundo entre 50 a 54 reais o kg e é muito utilizado no tradicional arroz carreteiro. O comandante dos Cavaleiros do Planalto Médio, Moacir Mendes e cozinheiro de acampamento, lembra da importância do charque na culinária gaúcha que remonta aos antepassados quando não existia geladeira para armazenar a carne o charque era a única forma de conservação.