Sem Segredo: Município já aplica planos de microdrenagem em obras de infraestrutura
Todas as obras de infraestrutura da Prefeitura de Passo Fundo passam por estudos preliminares e se houver indicação de drenagem antes da colocação do asfalto, este trabalho é feito. Isso porque a prefeitura já tem elaborados os planos de saneamento e de macrodrenagem e que são cumpridos na medida da necessidade. A explicação foi dada pelo Secretário de Obras Rubens Astolfi, durante o programa Sem Segredo, deste sábado. Segundo ele, ruas como o final da Saldanha Marinho, que recebeu a microdrenagem e depois o asfalto, não alagam mais.
O episódio de alagamento na Entre Rios, na semana passada, conforme o secretário não teve relação com asfaltamento de ruas, mas sim com o grande volume de chuvas, o maior em 24 horas para o mês de setembro e a ocupação irregular da área que deve ser de preservação permanente. Este volume de chuvas fez com que o rio saíssem de sua caixa, transbordando a atingindo casas que estão dentro da margem de preservação. Astolfi reforça que a prefeitura já tem os seus planos de saneamento e macrodrenagem prontos e que, na medida em que as obras são feitas no município, os sistemas são instalados, evitando novos alagamentos mesmo com ruas asfaltadas.
Outra convidada do programa, a ex-secretária do Planejamento do município, arquiteta urbanista Ana Paula Wickert, reforçou que o enfrentamento das condições climáticas adversas e severas, resultado do aquecimento global, passa por mudanças complexas urbanísticas e se constituem em um conjunto de ações. Entre elas, a construção de espaços públicos verdes e a preservação de locais como a bacia hidrográfica. Passo Fundo é berço das águas e, por isso, o município não permite no seu plano diretor a construção de edificações na região do aeroporto:
O promotor de Justiça Paulo Cirne atua há 24 anos na área do Meio Ambiente em Passo Fundo e testemunhou algumas mudanças que foram importantes no município. No entanto, vê com apreensão a ocupação de áreas impróprias como banhados ou margens de rios. Uma destas áreas, no Bairro Záchia é motivo de ação do MP na Justiça contra o município e o Estado. Segundo o promotor, não há solução fácil para este problema, mas é preciso enfrentá-lo, já que não é possível que a sociedade admita que pessoas vivam dentro de um banhado e que, por óbvio, podem sofrer com enchentes.
Muitos ouvintes se manifestaram. Um deles, o Antônio Carlos falou da solução dada na Saldanha Marinho:
A Cláudia Camargo disse que só há uma solução: respeitar a natureza: