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Saúde

Curtos períodos de frio podem favorecer mosquitos da dengue e população deve redobrar cuidados

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O Brasil vive o ápice do do inverno climatológico. Julho é considerado o mês mais frio, com ondas típicas de  ar polar, com mínimas normalmente abaixo de zero no Rio Grande do Sul.  No entanto, até agora apenas uma massa de ar polar atingiu o Estado neste ano e a próxima deverá chegar somente na  semana seguinte.

Depois dela abrirá um novo momento de temperaturas amenas, enquanto o calendário se encaminhará para agosto, mês em que episódios de frio forte já são mais difíceis. Com isso é um consenso que este inverno terá menos dias de frio, acendendo o alerta para a população de insetos, normalmente controlados pela baixa temperatura.

Em entrevista na Uirapuru, a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin explicou que Passo Fundo está com 829 casos registrados de dengue neste ano, um cenário bem diferente do normal, onde haviam dois ou três apenas. Explicou que o frio controla o mosquito adulto, aquele que pica e espalha o vírus, além de depositar ovos.  Desde junho foi identificada uma redução nos novos casos de dengue, justamente pela primeira onda de frio que eliminou estes insetos adultos.

No entanto, os ovos já depositados podem sobreviver até a 450 dias, atravessando várias estações e assim imunes ao clima.  Desta forma a população deve aproveitar o inverno, com menos mosquitos, para reduzir os locais com água parada.  Não fazer isso poderá favorecer os mosquitos, que, por menos períodos de frio neste inverno, poderão depositar mais ovos que o normal neste época, resultando em um verão com muito mais insetos transmissores da dengue.