Quando o luto deixa de ser normal…
O processo do luto é considerado lento e penoso, porém ele é essencial para a elaboração
de uma perda, seja de um ente querido que partiu, seja pelo rompimento de uma
relacionamento amoroso, seja por alguma etapa da vida: infância, juventude, corpo físico.
As etapas desse processo são essenciais para entrarmos em contato com emoções, dores e
sensações. Através disso poderemos diluir a dor e, gradualmente, curar as feridas, ou seja,
viver seguindo em frente, substituindo os momentos, as lembranças por outras, e até
mesmo um certo nível de esquecimento é essencial para essa elaboração.
Vivenciar essa perda de forma constante, ou de forma que nada faça sentido sem o objeto
perdido, gera uma melancolia, um trauma. Isso prende a pessoa à perda e ela não
consegue seguir adiante com a sua vida ou revive como se objeto perdido estivesse
presente ou prestes a retornar.
Muitas vezes ocorre da pessoa não permitir que o curso natural do luto se desenvolva
porque “esquecer” ou deixar de sofrer significa que não existia amor, mas isso não é
verdade! Amar aquele que partiu é justamente viver com as boas lembranças e manter seu
amor vivo dentro de você.
Mas é necessário manter VIVO e à medida que você vive apenas na dor acaba matando
aquela pessoa em você.
Agradeça a vida, agradeça a sua vida e a oportunidade de ter vivido aquilo. Siga em frente,
aprenda, cresça e faça jus a quem partiu, seja na vida ou na morte.