Plano Safra: agricultores devem ter planejamento e assessoria para acessar o crédito rural
O governo federal lançou na terça-feira (27), em cerimônia no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2023-2024, com previsão de R$ 364,2 bilhões em créditos rurais para médios e grandes produtores. Na edição 2022-2023 do programa, o Ministério da Agricultura liberou R$ 287 bilhões. Houve, portanto, um aumento de cerca de 27% em recursos neste ano.
Segundo o governo, serão destinados R$ 272,12 bilhões para custeio e comercialização, uma alta de 26% em relação ao ano anterior e R$ 92,1 bilhões serão para investimentos, acréscimo de 28%. As taxas de juros para custeio e comercialização serão de 8% ao ano para os produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). E de 12% ao ano para os demais produtores. Para investimentos, as taxas variam entre 7% e 12,5% ao ano.
Além disso, o Governo Federal anúncio nesta quarta-feira (28), o Plano Safra 23/24 da agricultura familiar. Assim, serão destinados R$ 71,6 bilhões ao crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 34% maior que do ano passado e maior volume da história. Desse modo, o valor final do Plano Safra supera os R$ 435 bilhões.
De acordo com o assessor técnico da Emater/RS, Célio Colle, o Plano Safra é uma política agrícola que prevê crédito rural com juros menores para custear a produção e os investimentos no agronegócio. Os recursos são destinados pelo Governo Federal, mas as instituições bancárias administram e distribuem os valores aos agricultores, através de empréstimos.
O assessor avalia que, mesmo sendo um recurso bem considerável, o Plano Safra deve suprir 1/3 da demanda por crédito da agricultura brasileira. O assessor Célio Colle frisa que o Plano Safra é um empréstimo como qualquer outro. Desse modo, o agricultor terá que devolver o recurso posteriormente. Diante disso, o técnico destaca a importância dos agricultores ter um planejamento e um serviço de assessoria antes de acessar o crédito. Colle ressalta que a Emater possui escritórios em todos os municípios do Estado e tem técnicos prontos para auxilias o produtor no momento de buscar o crédito rural e as melhores maneiras de gerir os recursos e a propriedade.