Nova classificação do solo será condicionante de financiamentos para a safra da soja
Com a colheita da soja tecnicamente encerrada em 6,5 milhões de hectares no Rio Grande do Sul, conforme o período indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), a Emater/RS-Ascar orienta produtores gaúchos sobre o novo método de classificação física do solo, condição que será aplicada para obtenção de crédito oficial para a safra 2023/2024.
De acordo com Assessor Técnico do Escritório Central de Porto Alegre da EMATER, Célio Colle, o Zarc é uma ferramenta muito importante que define as janelas de plantio, os tipos de solo, as variedades de cultivares utilizadas para minimizar os problemas climáticos.
Colle explica que até então eram três classes de solo, agora com a nova classificação serão seis classes. Desse modo, é possível detalhar os tipos de solo e a capacidade de retenção de água em cada um deles. Com isso, o produtor consegue reduzir o risco de perdas em função da estiagem. De acordo com o assessor técnico da Emater, o Zarc é uma ferramenta para a gestão de risco das propriedades. Com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático será possível identificar os locais onde não será recomendado o cultivo da soja e a liberação de crédito.
Célio Colle exemplifica que na região de Passo Fundo tem diferentes tipos de produtores. Aqueles que fazem um bom manejo do solo, e terão menor risco na safra e aqueles que não tem um bom manejo, possuem solo compactado e com menor retenção de água. Atualmente, os dois pagam o mesmo valor pelo seguro da safra. Com a nova classificação de solos, será possível diferenciar os valores de seguro, conforme o manejo e o tipo de solo que o produtor possui.