Skip to content

Saúde

Passo Fundo nunca enfrentou uma situação com tantos casos de dengue: são mais de 750 confirmados

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Sem Segredo pergunta: você acha que tem mais mosquitos neste ano do que em outros?
Sem Segredo pergunta: você acha que tem mais mosquitos neste ano do que em outros?

Passo Fundo está enfrentando uma situação preocupante com um alto número de casos de dengue. Até o momento, já foram confirmados mais de 750 casos na cidade. Na terça-feira (06), foi registrado o segundo óbito causado pela dengue, sendo a vítima um idoso de 77 anos, morador do bairro Boqueirão. O primeiro óbito foi de uma criança de apenas 10 anos.

Em entrevista na Uirapuru, a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, declarou que este é um ano atípico para Passo Fundo, pois nunca enfrentaram uma situação tão grave envolvendo a dengue. Conforme Ivânia, a população deve ficar alerta, pois a dengue é uma doença grave que pode levar à morte, especialmente em épocas com várias viroses, o que torna mais difícil identificar os sintomas.

Em Passo Fundo, até então havia uma maior concentração de casos no bairro Vila Luíza, onde foram intensificadas as ações de controle do vetor. No entanto, Ivânia afirmou que o vírus da dengue está se espalhando por outros bairros do município. Isso gera tensão e é um alerta para a população. A chefe do núcleo destaca que foram intensificadas ações no Centro, Vila Rodrigues, Lucas Araújo e na Petrópolis, onde houve um aumento de casos.

Ivânia lembra que o controle da dengue é difícil, por isso é solicitado que a população auxilie, evitando o acúmulo de água parada, que se torna um criadouro do mosquito Aedes aegypti. Ela também explica que o fumacê pega apenas o mosquito adulto que está circulando. Porém, não tem ação sobre as larvas presentes em recipientes como potes, caixas d’água abertas, pneus acumulados, entre outros. Portanto, apenas o fumacê não é suficiente. Cada indivíduo precisa fazer a sua parte, conscientizando-se para não deixar água parada, pois isso se torna um criadouro do Aedes aegypti.

A chefe do núcleo também destacou que a Vigilância Ambiental em Saúde tem um canal de denúncias pelo WhatsApp, onde a população pode enviar fotos, vídeos e endereços onde possam haver concentração do mosquito Aedes aegypti. O número é (54) 9 9654-1444.