Emoção, Afeto e Comportamento: genética ajuda, mas ambiente é principal fator de saúde na velhice
O envelhecimento da população é um dos maiores desafios sociais e de saúde da atualidade. A medicina está cada vez mais evoluída, oferecendo tratamento para problemas que, no passado, não tinham solução. Doenças ainda incuráveis possuem tratamento que estende a vida e traz qualidade às pessoas, gerando como efeito uma população mais idosa. Do outro lado há o desafio de lidar com este novo cenário, em especial para os familiares destas pessoas.
O assunto foi abordado dentro do programa semanal Emoção, Afeto e Comportamento, apresentado pelo psiquiatra Dr. Erico Hecktheuer e que em sua mais recente edição contou com a presença da Dra. Luciana Stobbe, médica geriatra e preceptora da residência em geriatria da UFFS de Passo Fundo. A Dra. Luciana explicou que muitos idosos, que possuem autonomia e independência, buscam sozinhos uma consulta médica para suas situações de saúde.
Há também grande parcela que precisa dos filhos ou parentes para estas situações por não terem discernimento ou mobilidade física. Explicou que independência é a possibilidade de se locomover para qualquer lugar sem ajuda, de tomar seus remédios sozinho. Já autonomia diz respeito às decisões do cotidiano, voltadas para a lucidez. Estes pontos são muito importantes para a terceira idade, explicou a médica.
Uma das formas de se chegar na terceira idade com estes dois aspectos e também saúde diz respeito a ações tomadas muito cedo. A Dra. Luciana disse que a genética responde por 40% de uma vida longa e com poucas chances de doença. Os outros 60% dizem respeito ao ambiente que se vive, ao entorno, convívio e também atividades físicas. Alertou que a velhice longa e com saúde é um fruto que precisa ser plantado na infância, com vacinação, vida saudável e principalmente exercícios.