CASO NELCI: Após quase nove anos, Pila do Povo é condenado pelo homicídio
A Rádio Uirapuru mais uma vez traz à tona o Caso Nelci Terezinha do Nascimento, a ex-companheira do líder comunitário, Antônio dos Santos Nascimento, o Pila do Povo.
A diarista, de 50 anos, foi executada com quatro tiros de pistola na cabeça no início da tarde do dia 10 de Julho de 2014. O crime ocorreu quando a vítima chegava em casa na rua A, quadra B, no bairro Núcleo dos Ferroviários, nos fundos da Prefeitura de Passo Fundo.
Testemunhas contaram à polícia que a vítima entrava no pátio de casa momento em que foi surpreendida por um homem encapuzado. Ele se aproximou e sem nada dizer atirou à queima-roupa fugindo em seguida. Nelci morreu a poucos metros da porta da residência. Os Bombeiros foram chamados, mas os atendentes constataram que diarista já estava sem vida.
Os policiais da Delegacia de Homicídios iniciaram as diligências e após cinco meses de trabalho intenso, conseguiram identificar os envolvidos no bárbaro crime, sendo o Pila do Povo apontado como mandante, o Jeferson Tiago Monteiro, vulgo “Ciganinho”, de 29 anos, e um adolescente de 16 anos de idade na época.
A motivação do crime seria a divisão de bens, devido Pila do Povo ter perdido o processo judicial de separação do casamento.
As investigações comprovaram que o adolescente foi quem efetuou os disparos e que foi levado até o local do crime na carona de uma motocicleta conduzida pelo Ciganinho, a mando do ex-marido que pagaria 10 mil reais pelo serviço.
Pila do Povo chegou ser preso, mas em poucos meses foi solto e está em liberdade sem data para julgamento. Ciganinho cometeu outros crimes e foi preso por último no dia 28 de janeiro de 2022 pela DRACO por sequestro relâmpago. Já o adolescente se envolveu em uma troca de tiros e está paraplégico.
APÓS QUASE NOVE ANOS
Após quase nove anos, Pila do Povo sentou no banco dos réus e, após uma manhã de julgamento, foi condenado pelo crime nessa quinta-feira(25). O ex-líder comunitário foi sentenciado em 22 anos e 6 meses em regime fechado, mas responderá inicialmente em liberdade.