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Ponto e Contraponto: Em busca de candidatos

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A Federação, composta pelos partidos PT, PCdoB e PV, tem se engajado em discussões com não filiados, com potencial para concorrer à prefeitura de Passo Fundo. No entanto, devido ao caráter preliminar dessas conversas, os nomes dos potenciais candidatos não serão divulgados neste momento, conforme afirmou Áureo Mesquita, presidente do diretório municipal do PT. Como parte da agenda de junho, a Federação pretende iniciar discussões com a Federação PSOL/Rede e o PDT. O objetivo é ampliar a lista de possíveis candidatos a prefeito e promover a união entre os partidos progressistas de centro-esquerda. No entanto, o foco principal no momento é formar uma chapa proporcional visando aumentar a representatividade na Câmara, tendo como principal candidata a vereadora Eva Lorenzatto. Um aspecto da próxima eleição é que a Federação dividirá as vagas entre seus partidos membros. Das 22 candidaturas possíveis, o PT ficará com 14, o PCdoB receberá 7 e o PV terá 1. Tanto o PT quanto o PCdoB têm mais aspirantes do que vagas disponíveis, e precisarão resolver o assunto.

Cálculos

A Federação quer uma bancada de três vereadores e faz o seguinte cálculo: faltaram 900 votos em 2020 para eleger mais um vereador pelo PT. O PCdoB fez sozinho 3,6 mil votos e não elegeu ninguém. Se o desempenho de Valéria superar a primeira eleição, a união dos partidos na Federação poderá garantir mais espaço no Legislativo.

Veto

O Executivo recebeu ontem à tarde (quinta-feira) a redação final do projeto do subsídio ao transporte público, aprovado na segunda-feira com 12 votos favoráveis. O prefeito Pedro Almeida vai vetar a emenda que passou num cochilo dos vereadores da base, com proposta de reduzir a tarifa em R$ 1,50. A Procuradoria Jurídica da Câmara já havia alertado para a ilegalidade. O Legislativo não pode interferir na política tarifária e, por óbvio, isso implicaria na necessidade de dobrar o valor do subsídio. Ora, se os vereadores falam em excesso de dinheiro público, não podem criar um mecanismo – ilegal – que vá exigir muito mais aplicação desse recurso.

Tempo

O veto deve ir para a Câmara na próxima semana. Do protocolo até a apreciação em plenário e regulamentação do subsídio, calcula-se que as empresas concessionárias do transporte coletivo só devam receber os valores daqui a mais de 30 dias. Até lá, permanecem com operação reduzida.

Bancada reduzida

O PDT sairá menor da atual legislatura. Eleita a maior bancada da Câmara, com históricos quatro parlamentares, vai perder Gleison Consalter, que inclusive pediu, sem sucesso, para liberar a desfiliação, e vai perder o Sargento Tadeu Trindade, que está bem próximo da base do governo e do partido do prefeito Pedro Almeida, o PSD. Ambos aguardam a janela partidária do próximo ano.

Conservadores

Está marcado para 7 de junho, com a presença do deputado federal Eduardo Bolsonaro, o primeiro encontro de conservadores e patriotas de Passo Fundo. Um dos organizadores, Patric Cavalcanti, reforça que objetivo do grupo é “reunir as pessoas que compartilham dos mesmos princípios e valores para agirmos em defesa do Brasil e assumirmos os rumos da região”.

Incorporação

A incorporação do PSC ao Podemos, oficializada em fevereiro deste ano, e com convenção nacional marcada para 8 de dezembro, movimenta as lideranças das duas siglas em Passo Fundo. O Podemos manterá o nome com o número 20 do PSC. Segundo Iriel Sachet, o objetivo é que todas as lideranças do PSC migrem para a nova força política, incluindo o vereador Renato Tiecher. Nacionalmente, a legenda será a oitava maior bancada da Câmara, com 18 deputados federais e 7 senadores.

Emendas

Uma articulação da presidente do PCdoB local, Franciele Teixeira, e do ex-deputado estadual Juliano Roso, junto a deputada federal Daiana dos Santos, conseguiu a liberação de duas emendas parlamentares para Passo Fundo. Uma de R$ 235 mil para a Atenção Básica de Saúde e outra, de R$ 210 para projetos de Desenvolvimento Rural.

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