No Dia Nacional da Adoção, Passo Fundo conta com um grupo de apoio a quem deseja adotar
Desde 1996, a data de 25 de maio é conhecida como o Dia Nacional da Adoção, marcando o começo do primeiro Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. Um desses grupos atuantes está localizado em Passo Fundo e é conhecido como Adotchê.
A reportagem da Rádio Uirapuru conversou com o presidente do Adotchê, Rogério Tirapelle, pai de uma criança adotada e que explicou como funciona a atuação do grupo em Passo Fundo. Conforme Rogério, o Adotchê nasceu a partir do fato de uma criança que foi adotada e tinha a preocupação relativa ao futuro dos irmãos, também acolhidos. Esse debate em 2012, unindo o Poder Judiciário, ocasionou uma série de reuniões que levaram à criação do Adotchê.
O grupo trabalha com foco na preparação, apoio de todas as formas às pessoas que desejam ingressar na habilitação de uma adoção. O Adotchê também presta apoio através de parceria com a Universidade de Passo Fundo, que disponibiliza o serviço jurídico, uma vez que o pedido de habilitação requer formalidade legal, algo bastante criterioso. Rogério salienta que existem critérios e formalidades que são esclarecidas através do trabalho do Adotchê, incluindo também o apoio pós-adoção, com rodas de conversa e atendimentos.
Todo o serviço do Adotchê é voluntário e permanente, tanto que conforme Rogério, há uma troca muito grande no sentido de diminuir ansiedades e angústias de quem está no momento de aguardo da adoção. Para essas pessoas, a conversa com quem já passou por essa etapa é fundamental e oferecido pelos voluntários do Adotchê, uma vez que todo o processo pode ser demorado.
Rogério explica que a habilitação não é demorado, mas caso a família escolha o perfil específico da criança que quer adotar, como por exemplo bebê de até dois anos, o processo pode ser longo e demorado. Se o perfil específico é mais amplo, tanto em idade quanto características, o processo é mais rápido, informa o presidente do Adotchê. Rogério também pontua que o grupo tem uma página de atendimento no Facebook e voltou a se reunir mensalmente, tendo como local a Faculdade de Medicina da UPF, e está aberto a quem desejar a habilitação de uma adoção.