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Geral

No dia da empregada doméstica, luta pelos direitos ainda é o maior desafio

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Nesta quinta-feira, 27, é celebrado o Dia da Empregada Doméstica, também chamado Dia do Trabalhador Doméstico, em homenagem à Santa Zita, padroeira da categoria. É uma data que inclui funções como cuidadores de idosos, jardineiros, babás, vigias, governantas, cozinheiras, caseiros, motoristas particulares, lavadeiras e empregados mensalistas, todas regulamentadas, mas que em muitos casos tem os direitos sonegados.

A regulamentação existe e prevê os meus direitos dos trabalhadores contratados pela CLT, como salário, férias, décimo terceiro e FGTS. Para marcar o dia, a reportagem da Rádio Uirapuru conversou com Maria de Lurdes Coelho Pupe, atuou na função de empregada doméstica por mais de 30 anos. Relembrando a própria história, Pupe disse que começou a atuar com 7 anos, influenciada pela mãe e pela irmã mais velha, que já eram empregadas domésticas, algo muito comum anos atrás. O trabalho, diz Pupe, deu muito orgulho, pois ajudou nas contas de casa e na criação dos filhos.

Mas conforme Pupe, nem todos os patrões respeitam a lei como seria diante de um trabalhador comum, essa sendo uma luta diária da nossa categoria. Tem patrões e patroas que pagam o salário mínimo, mas não estendem a outros benefícios, embora a regulamentação exista desde 1978, salienta Pupe. Para tanto, são realizados encontros e congressos, nos quais é feita a conscientização de quem trabalha na área.

Por outro lado, Pupe lembra que há empregadores corretos, que asseguram os direitos e deveres das empregadas domésticas. Além disso, Pupe conta que existem tratativas para que seja implantada em Passo Fundo uma associação da categoria, algo que não existe hoje.