Ponto e Contraponto: Patussi não quer ser candidato
Se depender exclusivamente da sua vontade, o ex-vereador Mário Patussi (PL), não será candidato a prefeito no próximo ano. Essa decisão só mudará caso não houver outra alternativa ou outro nome que agregue partidos da direita. Dedicado a retomada profissional no escritório de advocacia e com carga horária cheia como professor universitário, Patussi tem dividido sua rotina também com o cuidado da mãe, Jalila. Ele adiou, inclusive, a posse como presidente do PL local, que deveria ocorrer em fevereiro, para metade do mês de maio. “Vou conduzir o partido e ajudar viabilizar um nome do campo da direita para disputar a eleição”, disse. Um dos caminhos é a aproximação com o Republicanos. Hoje o partido está na aliança do prefeito Pedro Almeida, mas há uma divisão entre os vereadores Leandro Rosso, que se diz governista, e Rodinei Candeia, que inclusive é líder da oposição. A aproximação com o PL, se consolidada, eleva a possibilidade de Candeia ser o cabeça de chapa numa aliança. O PL também pretende conversar com outros partidos do mesmo campo ideológico, entre os quais o PP, aproveitando uma ala do Progressista que não concorda com o ingresso na base aliada da atual gestão.
Diretório
O novo diretório do PL, que será estruturado em maio, terá 22 integrantes (uma referência ao número do partido), sendo 11 homens e 11 mulheres. A vereadora Ada Munaretto vai presidir o PL Mulher. E será a partir desta reorganização interna que o tema eleição começará a ser tratado.
Surpresa
A desfiliação de Lucas Cidade do PSDB pegou o partido de surpresa, nesta semana. Afastado da vida partidária há alguns meses, morando em São Paulo, Lucas não ficou satisfeito com o anuncio de candidatura própria e nem com novas filiações. Para ele, o caminho natural é uma aliança com o prefeito Pedro em busca da reeleição.
Federação
A criação da federação que inclui PSDB, Cidadania, Podemos e PSC (o MDB ainda é uma incógnita) já aproxima partidários no âmbito local. O presidente do Podemos em Passo Fundo, Iriel Sachet, tem seguido à risca a orientação dos diretórios estadual e nacional e está muito próximo do PSDB. Até julho, a nova Federação deve concluir a cartilha e as executivas municipais devem ser comandadas pelo partido que tiver feito mais votos na eleição para deputado federal.
Sem cargos
O Podemos integra a aliança que elegeu o prefeito Pedro Almeida, mas não tem cargos no governo. Iriel Sachet concorreu na última eleição pelo PTB, foi o 5º mais votado da coligação com 1.254 votos e o 12º candidato mais votado dentre todos. Está na primeira suplência do PTB, mas se desfiliou para concorrer a deputado federal pelo Podemos. Mesmo confirmado em convenção, em agosto do ano passado, decidiu não mais concorrer, alegando que estaria contribuindo para evitar pulverização de votos, pois Passo Fundo precisava eleger um deputado federal.
Placa
Quinze anos depois, a mesma placa que denominava como “embaixada de Passo Fundo” o gabinete do então deputado estadual Luciano Azevedo chegou a Brasília. Nesta semana foi instalada na Câmara Federal, indicado que as atenções com o município terão sempre prioridade. Na quarta-feira, inclusive, o deputado anunciou a liberação de R$ 2 milhões para os Hospitais São Vicente e de Clínicas, graças a uma ação do mandato.

Subsídio
Um parecer favorável, do vereador Wilson Lill (PSB) na CCJ, e um contrário da vereadora Eva Valéria (PT) na CPDUI, ao projeto do subsídio para a tarifa do transporte público, antecede o que será o debate em plenário. Vereador Rifa Soldá (PP) pediu vistas e parecer não foi votado na Comissão.