Batalhão Ambiental ou Corpo de Bombeiros devem ser acionados ao avistar cobras peçonhentas
Nos últimos dias a Uirapuru tem recebido diversas mensagens de ouvintes sobre um aumento no surgimento de cobras, principalmente na região da Efrica.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o comandante do 3º Batalhão Ambiental da Brigada Militar, Tenente Coronel Marcelo Scapin Rovani, mencionou que a região da Efrica, que inclui a Fazenda da Brigada Militar, a barragem da Corsan e as diversas nascentes do Rio Jacuí, é um ambiente natural para que as cobras da região sul do Brasil se proliferem. De acordo com Rovani, não há um excesso dessas espécies no local e o que ocorre é que o próprio ser humano está entrando mais que o normal em ambientes que naturais delas.
Ele afirma que a região da Efrica tem características de alimento, mato e água em abundância, por isso as cobras estão ali no habitat, onde se proliferam normalmente, e o ser humano aparece como agente de perigo para elas. O comandante explica que essas cobras típicas da região sul se alimentam de anfíbios, girinos, pequenos peixes e ratos. Elas não atacam seres humanos, apenas se defendem na presença deles.
Na região de Passo Fundo, que tem como característica a Mata Atlântica, é preciso ter atenção especial para três grandes serpentes peçonhentas que fazem parte do bioma local: cascavel, coral verdadeira e jararaca com todas as suas subvariedades Todas elas são venenosas e peçonhentas A coral tem o veneno mais forte e é menor em tamanho. Ela busca madeira podre e pequenos buracos para se esconder. A cascavel tem habitat em pedras e lugares secos. Ela é um pouco maior e pode chegar a um metro de tamanho, e tem a característica do guincho na parte de trás, que são peças de pele que vão trocando anualmente e geram um pequeno chocalho no rabo. A jararaca é o principal modelo da região e é a que mais causa situações de picada e envenenamento.
Rovani conta que um estudo de 2019 mostra que em torno de 80% dos casos de picada de cobra na região de Passo Fundo são causados pela jararaca e suas variedades, como a urutu-cruzeiro, que foi localizada recentemente por um ouvinte da Uirapuru. Seu veneno é muito forte e ela é a maior de todas as cobras da região, com características de viver em banhados.
O comandante orienta que, ao avistar uma dessas cobras, as pessoas não se aproximem, porque apesar de não atacarem, elas se defendem e são extremamente ágeis. Se for verificado que ela não seguirá seu rumo, é preciso chamar o Corpo de Bombeiros ou Batalhão Ambiental, que com equipamento próprio recolocará a cobra no ambiente onde ela sobrevive.
Em casos de emergência, os bombeiros podem ser acionados pelo número 193 e o Batalhão Ambiental através do 190.