Não adianta fazer o bem só para os outros. Faça o bem para você também.
Quando priorizamos a necessidade das outras pessoas mais do que as nossas, muitas vezes sem comunicar as nossas próprias necessidades, as outras pessoas podem não ser capazes de identificá-las – por mais óbvio que nos possa parecer.
Geralmente, quando uma pessoa sacrifica suas próprias necessidades, ela acha que seria razoável fazer isso e ela quer ser, no mínimo, razoável. E por buscar aceitação, aprovação ou respeito, odeia conflito. Os comportamentos que são sempre considerados aceitáveis são ser uma pessoa simpática, educada, agradável, não decepcionar outras pessoas e não dizer não.
Quando priorizamos o cuidado do outro mais do que o nosso próprio cuidado, todos perdem e relacionamentos sofrem. Em relacionamentos, trabalho ou estudo, negligenciar o próprio cuidado para cuidar do outro logo se torna insustentável. Eventualmente, podemos ressentir da outra pessoa não perceber o que não dizemos, e com isso, agir de maneira diferente do nosso habitual.
Necessidades e emoções não expressas, muitas vezes não são expressadas de forma alguma ou geralmente transbordam de maneiras indiretas, como em comentários maliciosos ou mal-humorados, dando às pessoas o tratamento silencioso e se usando de expressões faciais e, quando não aguenta mais que não percebam o não dito, explosões de raiva podem acontecer.
Embora possa parecer contraintuitivo, o tempo e energia que investimos cuidando de nossa saúde física e mental, nos possibilita a ajudar muito mais as outras pessoas do que se ajudássemos sem se cuidar: se cuidando temos mais energia, disposição e saúde. Pais sem energia física ou mental não conseguem dar a mesma atenção ou cuidado para uma criança se comparados a pais com o cuidado em dia, e nem terão a mesma disposição.
Dificilmente conseguimos realmente ajudar alguém se não estivermos bem. Estando com a saúde física e mental bem cuidada, conseguimos oferecer mais ajuda e cuidar melhor do outro.
Cuidar de si em primeiro lugar não é egoísmo.