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Saúde

Médicos não podem ser responsabilizados por problemas de gestão no IPE, diz presidente do CREMERS

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Os médicos credenciados do IPE Saúde continuam amanhã (12) com a paralisação das atividades em todo o Rio Grande do Sul.  O movimento iniciou ainda na última segunda-feira e foi realizado para em protesto contra os pagamentos recebidos pelos profissionais conveniados.  Amanhã, dia 12, é o último dia da ação e no dia  13 , os atendimentos retomam.

A Uirapuru entrou em contato com os dois principais hospitais da cidade, ainda hoje  (11), para entender o impacto desta ação de suspensão das atividades. Os dois hospitais explicaram que não realizam consultas pelo IPE, desta forma, neste aspecto não houve reflexos.  Os pacientes que estão internados continuaram recebendo atendimento normal, ao passo que, nos dias de paralisação, não foram encaminhados novos pacientes pelos médicos.

Falando sobre o assunto na Uirapuru, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul -CREMERS, Carlos Sparta, disse que o IPE tem uma arrecadação muito grande, mas com pouco repasse aos médicos  Disse que os médicos recebem menos de 5% da arrecadação.  Somado a isso os hospitais estão com tabelas defasadas.

É preciso chegar a uma boa tabela de pagamentos para o hospital e honorários dignos aos médicos, que estão há mais de 10 anos sem reajuste e recebendo cerca de 90 a 120 dias depois de realizarem os procedimentos.  Citou que o IPE tem cerca de 1 milhão de vidas para atender e que merecem dignidade.

Destacou que o contribuinte paga em dia e merece ser atendido.  Disse também que a má profissionalização da gestão do IPE não pode transferir aos médicos a responsabilidade pela situação. Finalizou dizendo que esperam hoje uma resposta do IPE para a situação, destacando que precisa também força de vontade do Estado nesta questão.