Inflação e preços dos alimentos elevados faz movimento em bares e restaurantes cair em Passo Fundo
Uma pesquisa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) revela que 47% dos estabelecimentos do Rio Grande do Sul trabalharam no vermelho em fevereiro. O índice é mais alto que a média nacional, que atingiu 30% e é o pior do estado desde janeiro de 2022, quando era 60%.
Conforme o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes de Passo Fundo, Léo Duro, a situação dos estabelecimentos na cidade é parecida com o cenário estadual, mas não tão grave. O presidente explica que a inflação alta, que impacta diretamente no preço dos alimentos, vem afastando os clientes. Com os produtos mais caros no mercado, os bares e restaurantes precisaram reajustar também os valores nos cardápios. Isso fez com que o movimento caísse e os clientes consumissem menos do que vinham comprando fora de casa. O reflexo vem no final do mês, com despesas mais elevadas e menos vendas, os estabelecimentos fecham no vermelho.
Outro fator que vem impactando no setor são os altos encargos para manter os locais funcionando e os empréstimos que bares e restaurantes precisaram fazer durante a pandemia para se manter abertos. Conforme Leo Duro, os estabelecimentos já estão tomando medidas para tentar diminuir os prejuízos, como reduzir o número de funcionários, vender equipamentos e até mesmo diminuindo os dias de atendimento.
O presidente do Sindicato revela que o maior impacto está nos restaurantes que atendem no horário do almoço e os mais afastados do centro da cidade. Leo Duro explica que o comportamento dos consumidores está mudando também e aqueles que antes almoçavam em restaurantes, hoje já estão optando por levar a marmita de casa para o trabalho. O cenário só vai melhorar, conforme o presidente, se a inflação diminuir e impactar no preço dos alimentos.