Polícia Federal acusa Renan Calheiros de corrupção
A PF (Polícia Federal) rastreou depósitos de US$ 3 milhões feitos por lobistas a contas bancárias na Suíça que seriam parte de um acerto de propina com políticos do MDB do Senado, em troca de contratos na Petrobras. Dentre eles está Renan Calheiros (AL).
O relatório final da investigação traz detalhes sobre a engenharia financeira montada para pagar subornos ao partido e atribui o crime de corrupção passiva ao parlamentar, potencial candidato à presidência da Casa. Procurado pela imprensa, ele negou e disse que a acusação será rejeitada pela Justiça.
Segundo a PF, as propinas passaram por duas contas no país europeu, controladas pelo empresário brasileiro Walter Faria, dono do Grupo Petrópolis (da cervejaria Itaipava) e que por isso é acusado de lavagem de dinheiro.
O documento, assinado pelo delegado Thiago Delabary, foi enviado em caráter sigiloso ao STF (Supremo Tribunal Federal) no dia 6 de setembro. Uma semana depois, o ministro Edson Fachin encaminhou o material à PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda analisa se apresenta denúncia contra Calheiros e os demais investigados.
Calheiros – reeleito para o cargo de senador – até agora só foi denunciado uma vez na Operação Lava-Jato. A acusação foi feita pelo ex-PGR Rodrigo Janot mas acabou rejeitada pelo STF.
*O Sul