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Educação

Paralisação: escolas estaduais unificam atos com rede municipal em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Aprovada na semana passada em assembleia extraordinária, a paralisação de professores da rede municipal de ensino ocorre nesta terça-feira (04) em Passo Fundo. A mobilização é organizada pelo CMP/ Sindicato, que representa a categoria, em conjunto com o CPERS, que representa os professores da rede estadual. Com a manifestação, as aulas na maioria das escolas da rede municipal ficam suspensas ao longo da terça-feira. São mais de 70 escolas municipais e, conforme o CMP, os pais foram avisados previamente sobre a paralisação nas escolas afetadas. Ainda conforme o Sindicato, 48 escolas estarão totalmente paralisadas hoje e outras 23 parcialmente. A paralisação parcial ocorre onde algum professor decidir seguir com as atividades ou trabalhos internos. O dia será recuperado (para quem não teve aula) no dia 09/06. Hoje  e no dia 9/6 o transporte escolar funciona normalmente.

Também a Uirapuru foi informada pelo CEPERS local que os professores Estaduais devem unificar o seu dia de paralisação com a rede municipal hoje, conforme cronograma, unindo assim as classes em mobilização e, por tanto, sem aula também na maioria das escolas estaduais de Passo Fundo.

A programação começa às 8h30min, com mobilização na Praça do Teixeirinha, seguida de caminhada pela Avenida Brasil até a Prefeitura Municipal de Passo Fundo. De acordo com o CMP/ Sindicato, o ponto e o vale-alimentação dos professores não será descontado e que o dia letivo será posteriormente recuperado. Além disso, o CMP Sindicado informa que a paralisação de terça-feira tem como objetivo buscar a defesa do piso do magistério e do plano de carreira dos professores municipais.

O ato, além da defesa do piso e do plano de carreira, será pautado por pedidos como da regulamentação em estatuto, do percentual da “hora atividade” dos professores, dos 20% atuais para 33%; criação de gratificações para vice-diretores, coordenadores pedagógicos e orientadores educacionais, assim como de professores multissérie dos anos finais do Ensino Fundamental, além de readequação das gratificações de direção. Outras requisições incluem auxílio transporte aos professores, pago em pecúnia, por meio de verba indenizatória; criação dos níveis IV e V no estatuto do magistério municipal e criação das vagas que faltam para promover as professoras da educação infantil para o nível III pós-graduação lato sensu.

Vale ressaltar que a manifestação não inclui a campanha pelo reajuste salarial, uma vez que a categoria pediu até 10% de aumento, mas a prefeitura ofereceu 7,1%, índice que foi aceito pelo Simpasso. Com isso, o índice de 7,1% no salário e 12% no vale-alimentação também abrange os professores.