No Dia Nacional da Saúde e Nutrição, atenção especial aos alimentos das crianças
Em 31 de março celebra-se o Dia Nacional da Saúde e da Nutrição. A data tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da alimentação saudável para a saúde, um papel exercido pelo profissional formado no curso de Nutrição.
Mas será que existe diferença entre a alimentação que deve ser ministrada a uma criança com relação aos adultos? Para falar sobre o tema, a reportagem da Rádio Uirapuru conversou com Kely Szymanski Araújo, Nutricionista que atua na Prefeitura e é conselheira do CRN-2 (Conselho Regional de Nutricionistas). Ela confirmou que sim, o cardápio de crianças tem muitas especificidades.
De acordo com Kely, quando o nutricionista monta um cardápio, a faixa etária é algo importante. “Deve-se verificar a idade, se é uma fase de crescimento mais expressivo e também precisa entender o contexto social dessa criança, como é a família, para que possa ser inserida na alimentação da família” salienta. Já no caso de um adulto, o cardápio leva em consideração a atividade física, trabalho e se a pessoa apresenta alguma doença de base.
Kely salienta, entretanto, que a alimentação da criança depende muito de quem vai preparar a comida e em quais condições. “O nutricionista pensa se essa criança precisa de algum aporte nutricional específico, analisa onde a criança vive, quais as rotinas, como é o contexto familiar e escolar, quem vai preparar o alimento para a criança, além dos aspectos econômicos para o fornecimento da comida” diz. De preferência, é indicado que a criança ingira alimentos in natura, que não sejam tão processados ou industrializados, pois os alimentos in natura não tem aditivos alimentares como açúcar, sal e gorduras, além do fato de que os alimentos in natura oferecem melhor absorção pelo organismo.
Por fim, Kely comenta que as recomendações nutricionais de alimentos para crianças seguem o que diz o Ministério da Saúde. “Até os dois anos, não se adicione açúcar em mingau, sucos ou cremes, com pouca adição de sal e gordura. Dos dois anos até a adolescência, a recomendação é que a criança seja incluída no contexto familiar, e que esse seja o mais saudável possível” finaliza. Essa alimentação saudável inclui alimentos frescos ou in natura, como frutas e verduras, além de alimentos sem maior processamentos, como os embutidos, enlatados e industrializados, que trazem aditivos, um risco para o surgimento de sobrepeso, obesidade, tanto na fase infantil quanto na idade adulta.