Salvando vidas: nefrologista destaca na Uirapuru a importância da doação de órgãos e do Dia Mundial do Rim
O Dia Mundial do Rim é comemorado na segunda quinta-feira deste mês de março, dia 09. Sabemos que há filas para transplantes e muitos que sofrem com hemodiálise. Recentemente, um paciente de Passo Fundo teve escolta policial para chegar a Porto Alegre, dada a urgência de um órgão que surgiu para doação. Mas como prevenir doenças? Como é o tratamento? Para responder estas perguntas, a Uirapuru conversou com o médico nefrologista da Clínica do Rim de Passo Fundo, Dr. Guilherme Dorigo.
De acordo com ele, a questão renal vem preocupando principalmente após a pandemia, que trouxe algo muito negativo e assustador do ponto de vista dos pacientes. Segundo Dorigo, há uma estimativa que no ano passado 50 mil pacientes estavam em hemodiálise, porém, a oferta renal gira em torno de 30 mil. Ou seja: isso mostra que há uma deficiência da oferta de órgãos para pacientes fazem hemodiálise. Além disso, o nefrologista conta que a pandemia trouxe crise no sentido de que muitos profissionais precisaram ser realocados para suprir a demanda da covid-19 e isso ocasionou uma oferta nacional de transplantes reduzidas e limitadas, não só na oferta de órgãos, mas também nos receptores.
Dorigo lembra que muitos pacientes ficaram mais de dois anos sem acompanhamento devido a pandemia e quando voltam para o atendimento já estão em uma fase grave, aumentando assim as filas para hemodiálise e, consequentemente, a espera de órgãos. Essa situação preocupa e o médico afirma que não só no cenário nacional, já que existem discussões sobre o assunto nos principais congressos internacionais sobre doenças renais.
Para retomar os cuidados nos níveis pré-pandemia, Dorigo afirma que é preciso uma campanha de conscientização para evitar que sejam mantidos esses níveis alarmantes que estamos vivendo agora.
Para prevenir doenças renais, o nefrologista afirma que uma série de medidas pode ser tomada, como alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar a pressão arterial e o diabetes, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool e realizar exames periódicos para detectar precocemente possíveis alterações nos rins.
Em relação ao tratamento, existem diversas opções disponíveis, que variam de acordo com o estágio da doença e suas causas. Alguns pacientes podem necessitar apenas de mudanças no estilo de vida e medicamentos, enquanto outros podem precisar de diálise ou transplante renal.
Ele ainda destaca a importância da conscientização sobre a saúde renal e da doação de órgãos. A doação de rins é fundamental para salvar vidas e reduzir as filas de espera por transplante. Por isso, é fundamental que as pessoas conversem com suas famílias sobre a doação de órgãos e registrem sua vontade de doar. Dorigo ressalta que todos podem fazer a diferença na vida de muitas pessoas que lutam diariamente contra doenças renais demonstrando o interesse de doar órgãos e conscientizando a população em geral sobre isso.