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No Dia Nacional do Repórter, a palavra de um dos mais experientes profissionais da área em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Valdir Mello
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Em 16 de fevereiro é celebrado o Dia Nacional do Repórter A data homenageia os profissionais responsáveis por transmitir através dos meios de comunicação fatos e informações de interesse público. A principal tarefa do repórter é a cobertura de pautas e notícias, com investigação profunda dos fatos, entrevistas e produção de um texto explicativo, imparcial e direto para o leitor ou telespectador. Para falar sobre o tema, a Rádio Uirapuru conversou com Ivandino Tasca, que começou na reportagem ainda na década de 1960, tendo mais de cinquenta anos de carreira.

Para Ivaldino Tasca, um bom repórter deve ter algumas qualidades, como conhecimento das realidades que vai enfrentar, paciência, gostar do que vai fazer e disponibilidade. Mas o principal, garante o experiente profissional, é a curiosidade, algo que precisa aguçado, aliando com atenção aos fatos 24 horas por dia. Por falar em curiosidade, Tasca conta que décadas atrás os repórteres tinham papel e caneta na mão, sendo especialistas em anotar com a rapidez necessária o que as pessoas falavam.

Até que em certo momento na década de 1970 ocorreu uma grande revolução, que foi a chegada do gravador portátil, equipamento que dava agilidade para as entrevistas, principalmente com autoridades como políticos e delegados. Hoje, a tecnologia é de outro mundo, algo impensável décadas atrás, frisa Tasca. Quanto aos repórteres em si, nas diferentes gerações, Tasca classifica que o repórter é repórter em qualquer situação ou tempo, igual a um médico por exemplo, que teve um avanço fantástico na tecnologia, mas segue sendo um médico.

A diferença para os repórteres é que hoje existem facilidades pelos equipamentos disponíveis, como um aparelho celular e internet, mas a batalha do repórter segue a mesma. E nos cinquenta anos de experiência, tasca carrega pautas na memória, como quando participou de um grupo de trabalho vencedor de um Prêmio Esso com matéria sobre os 100 Anos de Desmatamento no Rio Grande do Sul.

Outra grande matéria destacada por Tasca foi sobre o que seria o Centro-Oeste na produção de grãos, percorrendo Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. Logo depois, a imprensa nacional começou a dar atenção a essa pauta./ Tasca destaca ainda que em Santa Bárbara do Sul, houve uma ocorrência policial que causou alvoroço. O repórter fez a cobertura e precisou da companhia do delegado para sair da cidade em segurança. Por fim, lembra uma pauta em cidade do Interior, na qual Tasca foi até a delegacia e observou o livro de ocorrências. Viu um Boletim de Ocorrência de um homem que havia trocado a filha pequena por um rádio e um porco, virando uma pauta nacional.

Com toda a experiência e exemplos vividos, para Ivaldino Tasca um repórter tem que apresentar o olhar diferente, encarando os fatos, acontecimentos, e apurando os desdobramentos.

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