Falta de etilômetros causa preocupação na comunidade e Guarda de Trânsito explica situação
Uma ouvinte da Rádio Uirapuru entrou em contato relatando um problema existente em Passo Fundo. Ela contou que conduzia o seu veículo acompanhada de três crianças quando foi atingida por um carro. Conforme a mulher, o carro estava sendo conduzido por um homem que apresentava sinais de embriaguez e era contrário ao registro do acidente.
A ouvinte informou que chamou atendimento da Guarda Municipal de Trânsito, que esteve no local do acidente, mas não teria autuado o condutor pela embriaguez ao volante por não possuir, naquele momento, um aparelho do tipo etilômetro, sendo liberado em seguida. Este equipamento detecta se o condutor estava ou não embriagado ao dirigir, através de uma amostra do sopro da pessoa.Em seu relato, a ouvinte ainda demonstrou insegurança por não haver, conforme ela, o correto enquadramento do condutor.
Por isso, a reportagem da Rádio Uirapuru ouviu o secretário-adjunto de Segurança Pública, Ruberson Stieven, que confirmou a ausência dos etilômetros. Ele explicou que os equipamentos estão passando por aferição periódica em São Paulo. Porém, em caso de necessidade, o condutor que estiver suspeita de embriaguez ao volante poderá ser encaminhado para a Polícia Rodoviária Estadual ou para a Polícia Rodoviária Federal, corporações que possuem o etilômetro em Passo Fundo.
Ainda, Ruberson Stieven disse que a presença testemunhal, na maioria dos casos, já serve como prova, levando em consideração aspectos como odor, fala arrastada e dificuldades motoras ou de equilíbrio, por exemplo. Já no caso da ouvinte, em que o condutor estaria apresentando sinais de embriagues mas foi liberado, Stieven diz que a secretaria está ouvindo os agentes a ocorrência. As informações repassadas pelos agentes são que o condutor não apresentava sinais necessários de embriaguez suficientes para ser encaminhado até a Delegacia de Polícia Pronto Atendimento para lavrar o flagrante.
Quanto aos aparelhos estarem passando por aferição, Ruberson Stieven diz que é algo normal e que o apoio de outras entidades não deixa a comunidade desassistida em caso de necessidade.