Dia Internacional do Câncer Infantil: HSVP atende hoje quase 100 pacientes
Hoje, 15 de fevereiro é o Dia Internacional do Câncer Infantil. A data foi criada em 2002, buscando alertar para a necessidade de exames precoces e também dar suporte ás famílias que passam por isso com seus filhos, bem como aos pacientes. Um recente dado global expõe como este problema afeta as crianças a nível de mundo. A cada três minutos uma criança morre de câncer; a cada ano, mais de 300.000 crianças com idades entre 0 e 19 anos são diagnosticadas com câncer em todo o mundo.
Passo Fundo possui uma referência nacional quando se fala em oncologia para crianças e adolescentes. Trata-se da Unidade de Internação Oncológica Pediátrica do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), inaugurada em outubro de 2022 e contando com 24 leitos específicos.
Sobre o assunto a Uirapuru conversou com o Dr. Pablo Santiago, médico oncologista e coordenador do Centro Oncológico Infantojuvenil do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. Conforme o médico, o câncer infantil difere dos demais por não ter uma forte relação com hábitos de vida, como é o caso dos adultos.
O grande alerta para reduzir a mortalidade nesta faixa etária ocorre no diagnóstico precoce. Para isso os centros de tratamento oncológico são estabelecidos. Neste contexto é fundamental a consulta pediátrica, nos primeiros meses de vida, de maneira mensal. A partir do primeiro ano isso pode ser reduzido, mas ainda de maneira frequente.
Isso poderá trazer à tona, através do pediatra, outras doenças também. Identificado de maneira precoce, uma doença tem chances maiores de ser resolvido. O médico disse que hoje o tratamento evoluiu muito, de maneira multidisciplinar. Falando sobre Passo Fundo, o Dr. Pablo Santiago explicou que o HSVP atende casos surgidos em uma ampla região do Estado.
Lembrou que há mais de 10 anos o HSVP estabeleceu o atendimento preparado para este tipo de público, e consequentemente viu um aumento de casos. Quando os primeiros passos do centro oncológico foram dados em 2009, eram 12 pacientes e hoje há perto de 100 crianças em tratamento, dos mais diferentes municípios, evidenciando que o número de casos aumentou e pede atenção quanto aos exames.