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Cidade

Passo-fundense que foi escoltado a Porto Alegre para um transplante segue na fila pelo órgão

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

No início da semana, uma ação imediata da Polícia Rodoviária Federal chamou a atenção da comunidade. Os agentes receberam a informação de que um paciente de Passo Fundo precisava se deslocar com muita rapidez até Porto Alegre, onde poderia vir a fazer um vital transplante de rim. A ação dos policias consistiu em abrir caminho para o veículo no qual estava o idoso e foi feita com sucesso no trecho entre Lajeado e Porto Alegre.

A reportagem da Rádio Uirapuru conversou com o advogado Flori Wegher, que tem 67 anos idade e há cerca de dois anos convive com a insuficiência renal. O seu tratamento para manter a vida inclui três sessões de hemodiálise por semana, com cada sessão tendo a duração de quatro horas. Com um quadro urgente, Flori está na fila por um transplante há cerca de um ano e meio.

Ele contou que vive uma situação complicada, pois a insuficiência renal força uma série de restrições, como a obrigatoriedade das sessões de hemodiálise, inviabilizando qualquer viagem com mais de dois dias. Também a alimentação é restrita pelo tratamento em si, e mesmo que queira, às vezes não consegue comer. Na visão de Flori, é uma realidade que precisa ser conhecida pela população, uma vez que presencia sobrecarga de serviço dos profissionais e falta de informações sobre a questão de doar órgãos.

Sobre a escolta da polícia, Flori explicou que três pessoas foram chamadas como possíveis receptores dos órgãos, um procedimento normal nesses casos, quando se leva em consideração a compatibilidade do doador e do receptor. Flori era o terceiro na fila e havia a oferta de dois rins quando foi chamado pela Santa Casa para ir a Porto Alegre. No caminho, contatou com a Polícia Rodoviária Federal se precavendo de dificuldades na estrada, como bloqueios por obras na BR 386.

O comando rodoviário, diz Flori, foi muito prestativo e a ação economizou uma hora no deslocamento, o que em caso de transplante, é fundamental. No retorno a Passo Fundo, Flori visitou os policiais Roberto Stein e André Gotze para agradecer.

Sem o transplante, Flori segue na fila por um rim compatível, fazendo as sessões de hemodiálise. Mas o advogado lamenta que não existam outras alternativas, como por exemplo, o transporte aéreo para este caso.