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Geral

Terremoto na Síria e Turquia: segurança nos prédios é discutida desde a década de 1990 no Brasil

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

No início da semana, um terrível terremoto matou milhares de pessoas na Síria e Turquia. Falando para a Rádio Uirapuru, o geólogo Luiz Paulo Fragomeni explicou que as mortes poderiam ser menores se os imóveis tivessem sido construídos pensando nos terremotos, com reforço estrutural etc.

Por exemplo, no Chile, terremotos maiores do que na Turquia já ocorreram, mas com menos mortes, pois lá os imóveis são pensados para isso. O Brasil não tem terremotos, mas há outros eventos climáticos cada vez mais intensos, com vento e chuva forte. Sobre isso, a Uirapuru conversou com o professor Zacarias Chamberlain, doutor em engenharia civil e que atua na UPF.

Ele disse que a segurança nas construções é algo que se discute desde a década de 1990, pois a engenharia visa essa segurança estrutural. No Brasil existem pesquisas em dezenas de universidades buscando o melhor emprego de materiais como aço, concreto, madeira e ferro. Como exemplo, professor Zacarias cita os prédios em Balneário Camboriú, construídos com consultoria de primeiro mundo e projeções em túnel de vento.

O professor Zacarias explicou que no Nordeste, região de Natal, e nas fronteiras com Bolívia e Colômbia, existem pequenos tremores, mas o Brasil não tem nada que regulamente as construções para que suportem a abalos sísmicos. Os brasileiros têm as ferramentas e temos o conhecimento necessário, adquirido nas pesquisas, afinal de contas o que se busca é a resistência a eventos extremos, pontua o professor.

Entretanto, em outras partes do mundo, usa-se até mesmo o bambu, o que não garante segurança alguma nas construções. No caso específico da Síria, muitos dos prédios que desabaram com o terremoto foram feitos ilegalmente. Nas obras legais, pode-se quebrar vidraça ou balançar piscina, mas o problema é nas construções ilegais, que não conseguem resistir e acabam desmoronando.