Ainda não há previsão para tornozeleiras eletrônicas que combatem violência doméstica chegarem em Passo Fundo
A Polícia do Rio Grande do Sul está usando uma nova arma para proteger as mulheres de possíveis agressões. Agressores serão monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas. O uso da tornozeleira será decidido por decisão judicial e, uma vez determinado, o agressor será monitorado 24 horas por dia e deverá respeitar uma distância mínima.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o comandante do Pelotão de Policiamento Comunitário do 2º Esquadrão da Brigada Militar, tenente Erlon Cesar de Paulo, declarou que Porto Alegre e Canoas foram as primeiras cidades a receber o equipamento e iniciaram ontem (1°) o treinamento para o uso da tornozeleira, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública. De acordo com o tenente, um juiz, em sua decisão, oferecerá a tornozeleira eletrônica ao agressor e a vítima receberá um celular com um aplicativo que funcionará apenas no aparelho. Se o agressor se aproximar do celular, um alarme é acionado, sendo que a vítima e a central de monitoramento são notificados.
Conforme Paulo, uma empresa estrangeira fará a instalação do equipamento e ele será monitorado pelas forças de segurança. Cada cidade determinará a força ou os servidores que farão o monitoramento. Se o agressor se aproximar da vítima e não interromper seus movimentos, a Brigada Militar será acionada. Quando o alarme é acionado, a central aciona a Brigada Militar ou a empresa entra em contato com a vítima para verificar se ela está bem.
O tenente conta ainda que qualquer tentativa de retirada ou adulteração do equipamento também aciona um alarme para as forças de segurança. Ele destaca que ainda não há previsão de quando Passo Fundo receberá essa ferramenta. Porém, a tendência é que, gradualmente, após Porto Alegre e Canoas, outras cidades receberam os equipamentos. O tenente espera que a tornozeleira tenha um bom funcionamento e assim iniba novas agressões contra mulheres.