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Júri em Planalto

Caso Rafael: defesa de Alexandra diz ter confiança que ela será inocentada na próxima semana

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Lauro Alves / Agencia RBS

Vai começar na próxima segunda-feira, 16 de janeiro, o júri de Alexandra Salete Dougokenski, denunciada pelo Ministério Público em Planalto por matar o filho Rafael Winques em maio de 2020.

O julgamento ocorrerá a partir das 9h no Salão do Júri da Comarca de Planalto e terá os promotores de Justiça Michele Dumke Kufner, Diogo Gomes Taborda e Marcelo Tubino Vieira atuando em plenário.

Alexandra está presa e responde pelos crimes de homicídio qualificado (motivo torpe, motivo fútil, asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa), ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

NOVO LOCAL

Em 21 de março de 2022, o júri foi dissolvido depois que a bancada de defesa da ré abandonou o plenário. Um novo julgamento foi marcado, inicialmente, para ocorrer em 24 de abril de 2023, na casa de eventos NIX, em Planalto. Porém, a juíza de Direito Marilene Parizotto Campagna, titular da Vara Judicial da Comarca, decidiu fazer o julgamento no Salão do Júri, com espaço limitado para público e imprensa.

Os veículos de comunicação terão acesso a uma sala de apoio no Foro de Planalto, onde poderão ficar durante o julgamento. Foram reservadas 15 vagas, nas quais a Rádio Uirapuru já está credenciada e vai acompanhar com o repórter Bruno Reinehr.

O advogado de defesa de Alexandra, Jean Severo, conversou com a Uirapuru. Ele diz estar confiante e destacou que vai provar que a mulher é inocente.

Severo, em entrevista ao repórter Bruno Reinehr, disse que o verdadeiro culpado é o pai do menino, Rodrigo Winques, morador de Bento Gonçalves. O advogado não deu detalhes, mas destacou que vai provar isso em plenário.

 

 

O advogado Jean Severo disse que Alexandra vai falar no julgamento e pediu para que a comunidade ouça o seu depoimento.

 

 

O defensor ainda disse que materiais no celular de Rodrigo mostram os vários crimes que ele cometeu contra Alexandra e Rafael.

 

 

Para finalizar, o advogado foi questionado se o Ministério Público errou em denunciar Alexandra Dougokenski. Ele destaca que sim, mas que esse erro jamais seria admitido pelo MP ou polícia. Ouça:

 

 

ENTENDA O CASO

    • Rafael Mateus Winques despareceu no dia 15 de maio de 2020. A mãe chegou a dar entrevistas à imprensa pedindo ajuda a localizá-lo.
    • Após 10 dias, o corpo do garoto foi encontrado, e Alexandra admitiu o crime. Para a polícia, na sua primeira versão, ela sustentou que a morte foi acidental por excesso de medicamentos.
    • O laudo preliminar, porém, apontou que Rafael foi morto por asfixia mecânica.
    • Em novo depoimento, em junho, Alexandra admitiu ter estrangulado o filho. Segundo a polícia, ao ver que Rafael ainda estava acordado, mesmo após ter tomado o medicamento, perdeu o controle e resolveu estrangulá-lo.
    • Durante a fase de instrução judicial, em dezembro, a ré mudou de versão mais uma vez, durante audiência. Ela passou a apontar o pai do menino, Rodrigo Winques, como autor do crime. A defesa dele nega.