Janeiro e fevereiro registram aumento de vítimas de trânsito no HSVP: familiares são grupo mais atendido
Dezembro, janeiro e fevereiro são meses que registram alto número de acidentes com vítimas feridas e até óbitos. Passo Fundo tem o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) que é uma referência regional para receber feridos por acidente. Mas como a instituição se prepara para este momento?
Para responder a pergunta, a Rádio Uirapuru conversou com a coordenadora da Emergência do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, Dra. Fernanda Moretti. Ela explicou que o hospital atende todo o Norte do Rio Grande do Sul com equipes especializadas no atendimento de pacientes graves e com alta complexidade durante todo o ano. Porém, de fato, dezembro, janeiro e fevereiro são os meses que sempre registram aumento na demanda, principalmente de pacientes politraumatizados.
Fernanda destaca que o quadro de profissionais do HSVP é preparado e composto por médicos emergencistas, cirurgiões de traumas, clínicos e gerais, além de ortopedistas, neurologistas, dentre outras especialidades que buscam proporcionar o melhor atendimento possível aos pacientes. Além disso, o hospital ainda conta com uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos em enfermagem, farmacêuticos e psicólogos, que desempenham um importante papel no atendimento de famílias com pessoas em estado grave.
Conforme Dra. Fernanda Moretti, o perfil dos acidentados que chegam no Hospital São Vicente de Paulo são os mais variados. Porém, neste período atual, onde aumentam os atendimentos, está sendo visto um crescimento de pacientes com faixa etária de 40 a 50 anos, além de famílias com pessoas de ambos os sexos. A médica acredita que esse aumento, principalmente de famílias acidentadas, ocorre porque esse é o período de férias, onde eles viajam juntos e, muitas vezes pelo cansaço ou irresponsabilidade, acabam envolvendo-se em acidentes.
Além do aumento de atendimentos por colisões de trânsito, Dra. Fernanda conta ainda que os acidentes com fogos de artifício e afogamentos também aumentaram. Conforme a médica, o relaxamento das férias pode fazer com que as pessoas não tenham consciência sobre seus atos, estando assim mais propícias a acidentes.