Cesta Básica de Passo Fundo deve fechar 2022 com aumento de 13%, afirma economista
Inflação dos alimentos chega a ser quatro vezes maior do que a média geral. Na Grande Porto Alegre, por exemplo, o índice setorial acumula alta de 13,13% no ano, enquanto o total está em 3,04%. No Brasil, o IPCA é de 5,13%, mas o custo dos alimentos chegou a 10,91%.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o economista Dr. Julcemar Zilli, explicou que 2022 foi marcado pelo início da liberação de todo o distanciamento social da pandemia e isso fez com que muitas pessoas que estavam com demanda reprimida procurassem mais por bens e serviços, o que fez com que muitos preços subissem. Associado a isso, o mundo passa pelo conflito entre Ucrânia e Rússia, que foi mais um fator importante no impacto dos preços das commodities. Ainda, o Brasil passou por uma eleição que trouxe instabilidade, principalmente na cotação do dólar.
Todos esses fatores, conforme Zilli, fizeram com que o nível geral de preços apresentasse elevação, que de pronto foi monitorada pelo Banco Central e uma das alternativas utilizadas foi a elevação na taxa de juros. O economista explica que essa atitude funciona como um freio no sentido de que as pessoas passem a consumir menos e os preços se acalmem. Zilli afirma que, de fato, isso surtiu efeito, a ponto de fazer os preços baixarem e chegarem a um patamar de 5% a 6% ao ano.
Sobre Passo Fundo, o economista conta que o indicador acompanhado é a Cesta Básica. Zilli aponta que 2022 vai encerrar na casa de 12 a 13% de aumento neste índice, o que não é muito distante do que é enxergado em índices nacionais.
O que se projeta para 2023 é que os produtos relacionados a commodities, como carnes, farinha, pão, óleo de soja, etc, aumentarão de preço devido a alta procura. Com isso, o economista afirma que o preço da Cesta Básica ficará elevado e as famílias pagarão mais caro por bens de primeira necessidade.