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Cidade

Mercado de aluguéis de imóveis aquecido em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Nos últimos quatro meses, o IGP-M tem apresentado queda. Este é o principal parâmetro levado em conta para o reajuste de aluguéis. Com isso, a tendência é que os valores sejam menores, o que aquece o mercado, especialmente em Passo Fundo.

O IGP-M teve índice de -0,56% em novembro – ou seja, em queda. Este foi o quarto mês seguido de taxa negativa. No ano, porém, o índice acumula alta de 4,98% no ano e de 5,90% em 12 meses. Diante do quadro, a reportagem da Rádio Uirapuru ouviu o diretor da Bortolini Imóveis, Ricardo Bortolini.

Conforme o diretor, 2022 foi um ano iniciado com dificuldades em virtude da inflação. No mês de janeiro, por exemplo, vários alugueis foram negociados com reajuste de até 17%. Mas, desde maio o IGP-M começou a ter queda. “A gente vive um cenário mais estável, com menos negociações de aluguel, o que ajuda no orçamento das famílias. Aconteceu até de reajustes chegar a 30% na pandemia. Foi um período de muita negociação e agora está em estabilidade a questão da inflação dos aluguéis” diz Bortolini.

Ele explicou que o reajuste dos aluguéis leva em conta o IGP-M, mapeado com dados de várias capitais do Brasil. Durante a pandemia foram criados outros parâmetros, mas ainda não é utilizado em contratos de algueis. E ainda há alguns contratos que migraram do IGP-M para o IPC-A, mas 95% dos contratos seguem seguindo o IGP-M.

Entretanto, o contrato de aluguel é protegido por algumas condições, como por exemplo o reajuste fora do determinado é ilegal. Também há a questão de contratos antigos, com mais de 5 anos geralmente, em que há reajuste para buscar um equilíbrio.

Ricardo Bortolini diz que o estoque de imóveis para locação em Passo Fundo passa por um período de diminuição, pois depende do ciclo de construção, que chega a 1 ano em casas em 4 anos em prédios. “Algumas regiões mais centrais são valorizadas, mas outras regiões que estão em desenvolvimento também ganham valor. Quanto ao comércio, muitos negócios migraram da rua para os shoppings. Também existem algumas características consolidadas em Passo Fundo, como comércio de eletroeletrônicos na Avenida Brasil, comércio de vestuário qualificado na Morom, comércio consolidado na avenida Moacir da Motta Fortes, Vera Cruz. E às vezes pode ter o metro quadrado mais caro em bairro do que no Centro” pontua Bortolini.

Para 2023, a expectativa gira em torno do fato de que o mercado de Passo Fundo tem uma solidez muito grande. A tendência de baixar a inflação gera uma capacidade maior de consumo, seja para aluguel ou compra. Pode haver alguma incerteza no início do ano, mas é certo que as pessoas precisam morar em algum lugar, seja alugando ou adquirindo um imóvel. “A gente depende muito também de questões agrícolas em nossa região. A perspectiva é boa, existem desafios pós-pandemia e crise global, mas trazendo para o nosso mercado, a cidade vai sustentar um bom momento do mercado” finaliza.