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Saúde

Dia Mundial de Luta Contra a AIDS: prevenção é o melhor caminho

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Os dados causam preocupação. Em torno de 1.300 pacientes residentes em Passo Fundo são portadores do vírus HIV e fazem tratamento regular contra a AIDS. Além disso, a cada ano, cerca de 80 pessoas ingressam para este grupo. Por isso, a prevenção é a palavra-chave no dia de hoje (1o), quando é lembrado o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.

De acordo com Seila de Abreu, enfermeira e coordenadora do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) em HIV/ AIDS/ DST em Passo Fundo, “durante os dois anos de pandemia caiu a procura pelos testes e exames, mas não caíram os índices de positividade. E nos preocupa também que mais de 50% dos novos casos já chegam com a doença, não apenas portadores do vírus HIV. Ou seja, a busca pelo tratamento é tardio e os testes não fazem parte da rotina da população, infelizmente”.

Pensando nessa realidade, ao longo desta quinta-feira ocorre um mutirão de testagem. Todas as unidades de saúde farão o teste rápido. E, no SAE, a testagem vai das 8h às 16h, sem fechar ao meio-dia. “As pessoas precisam ter a consciência da importância da prevenção, sendo uma das formas a testagem. Os testes estão disponíveis ao longo do ano. Em caso de positivo no teste, o SAE estará à disposição” salienta Seila.

Os números registrados em Passo Fundo também acendem o alerta se comparados ao restante do Brasil. Ocorre que o Rio Grande do Sul é o segundo estado com mais casos de HIV/ AIDS, sendo o líder no ranking de crianças, gestantes e mortalidade pela doença. E Passo Fundo aparece com média maior (7,8 a cada 100 mil habitantes) que a nacional (4,0 a cada 100 mil) e também a estadual (7,2 a cada 100 mil) no quesito óbitos causados pela AIDS.

Em Passo Fundo a leitura possível pelos dados é que a maior incidência está em pessoas do sexo masculino, heterossexual, na faixa etária dos 20 aos 40 anos de idade, com escolaridade superior. Também existe um número considerável de pacientes HSH (homens que fazem sexo com homem).

Formas de prevenção

Além da camisinha, que previne a contaminação pelo HIV, e também doenças sexualmente transmissíveis além da gravidez, existem outras duas formas. A “PEP”, medicação a ser utilizada por 28 dias após a exposição ao risco de contaminação. E outra é a “PREP”, oferecida desde o ano passado, no qual a pessoa faz uso contínuo mesmo sem ter HIV, mas que tem exposição à contaminação, com dosagem diária.

HIV e AIDS

Vale ressaltar que são duas situações diferentes. O paciente pode ser portador do vírus HIV, mas não ter desenvolvido a doença AIDS. “É aí que muitas pessoas erram, ao se sentir bem e não fazer o exame, mesmo tendo o risco de uma relação sexual sem proteção, por exemplo. A questão do cuidado do teste e outros métodos é pessoal, todo mundo deveria fazer” explica Seila.