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Saúde

Emoção, Afeto e Comportamento: participação do pai na criação do filho e apoiando a mãe fortalece vínculos

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
Newborn sleeping

As famílias brasileiras enfrentaram grandes mudanças nas últimas décadas.  Se no passado a principal característica era um alto número de filhos, um levantamento de 2015 mostrou que, naquela época, os nascimentos já entravam em forte queda, registrando 15% de redução em 10 anos. Fatores econômicos e o contexto geral de dificuldade devido às novas tarefas que envolvem criar um filho são explicações de algumas mães quando questionadas sobre o que motivou a decisão de ter menos filhos ou, ter mais tarde.

O assunto foi abordado dentro do programa Emoção, Afeto e Comportamento desta semana.  Apresentado pelo psiquiatra Erico Hecktheuer, o programa recebeu em sua mais recente edição a enfermeira Franciele Zanetti, especializada em atendimento maternal e infantil.

A enfermeira explicou aos ouvintes que trabalha há alguns anos com cursos voltados para gestantes.  Os cursos são pensados para preparar os pais sobre a vinda dos filhos. O planejamento, conforme a profissional, torna a maternidade mais leve e segura, afastando o medo.

Disse que o preparo é importante para todos os projetos da vida, sendo que para a maternidade não é diferente. Os cuidados básicos como trocar fraldas, dar banho e outras ações diárias podem representar insegurança aos pais pelo fato de ambos terem ali o seu bem mais precioso. Filhos, conforme a enfermeira, trazem uma reviravolta na rotina da vida e isso pede programação.

A preparação, conforme a enfermeira, não deve ser feita só pela mãe.  O pai deve participar do processo e assim trará benefícios para todo o cenário, em especial na fase da amamentação.  O pai pode ser preparado e ajudar em momentos como banho, troca de fraldas, alimentação da mãe e cuidados da casa, uma vez que a mãe está envolvida diretamente com a criança.  Este preparo e planejamento do aspecto familiar tira o peso do processo da mãe e cria vínculos com a criança, esclarece a enfermeira.  Todo este processo, conforme a enfermeira Franciele Zanetti, deve ser discutido entre os dois.