Ponto e Contraponto: Eleições democráticas e em paz. Por favor!
O 1º turno das eleições do próximo domingo será mais um teste para a democracia. E este teste passa pelo direito que o eleitor tem de manifestar sua vontade nas urnas, sem ser importunado, agredido ou impedido de fazer. E, passa pelo grande teste dos Poderes: nossas instituições republicanas estão funcionando? A priori, estão. A começar pelo Tribunal Superior Eleitoral que se manteve firme nas suas decisões, apesar de toda a avalanche que ainda insiste em inundar com falsas informações. O processo eleitoral no Brasil é um dos mais seguros do mundo e a urna eletrônica que acompanha as eleições nos últimos 27 anos é segura. Então, no próximo domingo, vote exercendo este direito com tranquilidade e consciente. Democracia pressupõe liberdade e paz!
Quem vai com quem?
Eis a questão. Na hipótese de segundo turno para Presidente da República, quem vai apoiar quem na nova campanha que começa na próxima sexta-feira? União Brasil e MDB, que tem suas candidaturas próprias – Soraya Thronick e Simone Tebet respectivamente, certamente se dividirão. No caso do União Brasil, a ala pró-Bolsonaro é maior. Já no caso do MDB, a divisão é cristalina desde já: caciques do partido já apoiam Lula. Resta saber o que vai ser do PDT. Como partido de centro-esquerda terá um direcionamento natural de apoio a Lula. E Ciro Gomes? Será que vai para Paris?
O caldo engrossa…
Aqui no Rio Grande do Sul, tudo indica que a disputa vai para o 2º turno e o quadro é mais complexo. No caso de Eduardo Leite (PSDB) e Onyx Lorenzoni (PL), os partidos de esquerda devem se posicionar ao lado de Leite com alguns condicionantes. Já há entendimento de que este apoio explícito só se dará mediante compromisso do candidato com pautas defendidas hoje por Edegar Pretto.
…e entorna
Na hipótese de ser Leite e Pretto, Onyx e o PL, com certeza não estarão ao lado do PT. Mas como será construído o apoio a Leite? Durante a campanha do primeiro turno, Onyx não poupou em nada o principal adversários. Numa terceira hipótese: Pretto e Onyx, quem Eduardo Leite apoiaria? Essas são algumas das complexidades de uma eleição disputada e o Rio Grande do Sul costuma surpreender com o resultado. Nos resta aguardar.
Desigualdade
A renúncia de Benhur Tiecher da candidatura a deputado estadual, comunicada esta semana, só revela o que se sabe em relação à distribuição de recursos do Fundo Eleitoral pelos partidos. Não há critério de igualdade. Pelo contrário. Os partidos elegem seus queridinhos, favorecem quem já tem mandato, bancando essas candidaturas. Os outros servem para fazer número e captar um voto aqui e outro ali que vai servir para eleger (se for o caso) quem tem mais dinheiro do Fundo. O caso em específico diz respeito ao Avante, mas acontece com todos. O Avante decidiu apostar em três ou quatro candidatos, depositando valores que vão de R$ 300 mil a R$ 800 mil e para os demais, a bagatela de R$ 6 mil, como foi o caso do Benhur.
Espaço
Outros candidatos que continuam na disputa reclamam que, além de serem preteridos em relação aos recursos, não recebem o mesmo tratamento em relação ao espaço da propaganda eleitoral de TV e rádio.
Mira
O tiro pode ter saído pela culatra. A decisão da comandante Nádia de desistir da candidatura ao Senado em apoio ao candidato Hamilton Mourão (Republicanos) gerou reação dos Progressista em favor da candidata Ana Amélia Lemos (PSD). Manifesto feito na tarde desta quinta-feira selou apoio de lideranças do PP à ex-senadora. Outra questão é o impacto que essa mudança de última hora terá na chapa de Luiz Carlos Heinze (PP) ao governo do Estado. Virou um saladão!