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Política

Uirapuru inicia entrevistas com candidatos ao governo do Estado: Edegar Pretto destacou protagonismo gaúcho

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A Uirapuru deu início no último sábado (10) às entrevistas presenciais com os candidatos ao governo do Estado. Foram convidados oito candidatos, que possuem representantes no Congresso Nacional e que serão recebidos no estúdio da Uirapuru. A ordem das entrevistas foi definida conforme a agenda de cada candidato. Os convites foram encaminhados para: Edegar Pretto (PT); Eduardo Leite (PSDB); Luis Carlos Heinze (PP); Onyx Lorenzoni (PL); Ricardo Jobim (Novo); Roberto Argenta (PSC); Vicente Bogo (PSB) e Vieira da Cunha (PDT).

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Edegar Pretto, foi o primeiro a participar na programação. Régis Leonardo e Ieda Almeida conduziram a entrevista que durou uma hora, tendo transmissão por vídeo também no portal da Uirapuru e no facebook.

Todos os candidatos terão o mesmo tempo, respondendo a perguntas formuladas pela editoria da Uirapuru e também a algumas perguntas dos ouvintes. Edegar Pretto iniciou sua fala fazendo uma apresentação pessoal aos ouvintes e internautas da Uirapuru. Disse que representa a “Frente da Esperança”, que engloba cinco partidos: PT, PCdoB, PV, Rede Sustentabilidade e PSOL. Disse ainda que no Estado representa o candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Explicou que tem suas raízes na agricultura, conhecendo as dificuldades do homem do campo e lembrou que iniciou sua jornada política inspirado no seu pai, Adão Pretto. Lembrou também de sua trajetória política, sendo eleito deputado Estadual em 2010, presidente da Assembleia Legislativa em 2017 e agora é colocado novamente como candidato, desta vez a Governador do Estado.

A primeira pergunta feita pela equipe da Uirapuru a Edegar Pretto foi como ele pretende governar o Estado e qual sua primeira ação, caso eleito.  Edegar respondeu que quer marcar sua gestão como o governo das oportunidades. Disse que o povo não quer favor, é trabalhador e quer apenas uma oportunidade de crescer, de ter empregos e crescimento. Frisou ainda que setores produtivos não podem ser tratados pelo governo do Estado como adversário ou ter atrapalhos. O setor agrícola, conforme Edegar Pretto, precisa de mais atenção para ampliar produção e baixar o preço dos produtos nos mercados.

A equipe perguntou também a Edegar Pretto sobre qual sua visão do tamanho que o Estado precisa ter para ser administrado. Disse que não quer um Estado mínimo e nem máximo, mas do tamanho que o povo necessita.  Disse ainda que não há como se orgulhar de superavit quando existe uma dívida social muito grande, onde há gaúchos que passam fome. Edegar Pretto foi questionado também sobre se faria uma redução no número de secretarias, caso eleito, bem como quais seriam cortadas.  Edegar respondeu ser muito difícil fazer uma promessa apontando quantas seriam cortadas.

Disse que a máquina do Estado precisa ser enxuta, sem desperdícios, mas com aumento de arrecadações fomentando o setor produtivo. Ainda sobre o tamanho do Estado, Edegar foi questionado sobre sua posição com as privatizações da Corsan e do Banrisul.  O candidato respondeu que sua banca do PT é contra estas privatizações, em especial da Corsan.  Alegou que isso se deve a Corsan ser pública e contribuir com a situação financeira do Estado por gerar lucros.

Disse querer que a Corsan melhore, pois o Estado tem uma grande estrutura para prevenção contra a estiagem, sendo que neste cenário a Corsan pode figurar como aliada. Disse que, se for governador, vai anular todas os atos de privatização da Corsan.

Sobre o Banrisul privatizado, Edegar criticou esta ação e disse que ela só não ocorreu ainda porque sua bancada resistiu com muita força e destacou que em seu governo ele não será privatizado, pois é o instrumento de financiamento para o desenvolvimento gaúcho.

Edegar também foi questionado sobre se manterá o regime de recuperação fiscal assinado com a União, ou se acredita em outra forma de resolver questões como folhas de pagamento e seus recursos.  Edegar Pretto respondeu que já conversou com o candidato a presidente Lula. Disse que Lula se comprometeu a convocar os 27 governador do Brasil para estabelecer um ovo pacto federativo.  Disse que Lula sabe as dificuldades do Rio Grande do Sul e como ele ajuda o Brasil com seus produtos do agro.

No campo da infraestrutra, Edegar Pretto foi questionado sobre sua opinião na concessão das rodovias.  Sobre este assunto disse não ter nenhum preconceito, mas destacou que a grande questão é fazer um negócio que fique bom apenas para um lado.  Criticou concessões para 30 anos com valores de pedágio que castigam os motoristas e defendeu valores menores, mediante um amplo estudo e discussão. Finalizou sua resposta dizendo que o atual modelo de pedágio na região de Passo Fundo, caso seja eleito governador, não vai ocorrer.

Sobre a infraestrutura de Passo Fundo, Edegar Pretto foi questionado sobre a ausência dos trevos de Passo Fundo serem incluídos no projeto do Estado para modificações. Respondeu que é preciso levar em conta as obras completas, não só receber, apenas tendo pedágios e falou que onde houver concessões é preciso ter um trabalho completo.

Sobre o IPE e seu déficit, respondeu que o órgão não consegue prestar um bom serviço porque tem uma grande dívida. Explicou que há um conjunto que impede o IPE de se manter.  Disse ser necessário urgente um diálogo com servidores públicos, com o Estado cumprindo sua parte para evitar que o órgão desapareça. No campo da educação, Edegar foi questionado sobre o que o Estado pode fazer para melhor o setor e o índice de desempenho dos alunos.

Respondeu que para ele a educação sempre foi prioridade, assim como para o PT, resgatando os investimentos que eram feitos nas faculdades para aumentar a oferta de ensino, algo que não existe mais hoje. Alertou sobre um dado hoje que aponta a situação precária também das estruturas das escolas estaduais, algo que precisa ser revertido urgente.

Disse que é preciso fazer o urgente da estrutura para garantir que as aulas aconteçam e não ocorram mais interdições. Disse ainda que considera ser possível que o Estado custeie escolas em tempo integral, mas para isso é preciso gerar mais recursos através do aumento da produção gaúcha. As perguntas dos ouvintes também foram levadas até o candidato.

Os ouvintes questionaram sobre a falta de medicamentos e a interminável fila para consultas.  O candidato Edegar Pretto criticou a retirada de recursos de hospitais de referência. Disse que, em sendo governador, não haverá cortes para orçamentos da saúde, cumprindo a Constituição e pautado em diálogo com os hospitais para receber suas demandas.

Questionado ainda sobre qual o tipo de relação ele quer ter com o parlamento gaúcho e com os demais poderes do Estado, Edegar disse que conviveu muitos anos com a Assembleia, chegando a presidência do órgão.  Disse que conversa sempre com todos os colegas, de todos os partidos, sendo que, se governador, pretende estabelecer um diálogo transparente sempre. Em não tendo a maioria de aliados na base, reforçou ser necessário manter o diálogo sem manobras secretas e frisando o compromisso de reconstruir o Estado.

Na reta final do programa, seguiu respondendo aos ouvintes sobre o funcionalismo dizendo que seu compromisso como governador será tratar os servidores com respeito, com conversa, com recepção no Palácio do Piratini, mostrando tudo que pode ser feito e o que não pode.

Finalizou respondendo sobre o Biocombustível, que engloba os produtores rurais através da biomassa usada como matéria-prima pela indústria. Fez um reconhecimento para com a BSBIOS, que movimenta 25% do PIB de Passo Fundo, destacando ser necessário manter a parceria e ampliar esta produção.  Disse que pretende ser o porta-voz no Estado do governo Lula, se eleito, dizendo que há a ideia de usar novamente a Petrobras para favorecer o combustível verde. Por fim, agradeceu o espaço e disse acreditar no Rio Grande do Sul para continuar como protagonista no Brasil.