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Geral

Sem Segredo: A inclusão digital depende de ações conjuntas e é caminho sem volta

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A desigualdade no acesso à Internet e às tecnologias da informação e comunicação foi escancarada durante a pandemia. Instituições educacionais tiveram que adaptar o modelo de ensino presencial para o digital em tempo recorde. Alunos, professores e pais sofreram para se adaptar. Além disso, as pessoas tiveram que fazer mais coisas de forma digital como comprar, vender, fazer negócios, reuniões e trabalhar. A exclusão ou o analfabetismo digital ficou mais evidente e este foi o tema tratado pelo Programa Sem Segredo de sábado, diretamente da Feitech.

O Coordenador dos Cursos de Administração e Contábeis da Atitus Educação, Guilherme Moraes Vargas, disse que hoje existe uma série de iniciativas que visam o letramento digital, orientando as pessoas a entender certas linguagens e códigos que fazem parte do mundo tecnológico. Ele citou o programa Teu Futuro que virou uma startup e trabalha na perspectiva de alfabetização digital de jovens sem acesso a tecnologia. Mas afirmou que todos tem responsabilidade, desde o Poder Público, iniciativa privada e as pessoas individualmente. Guilherme aconselha para quem tem dificuldade a procurar ajuda e buscar a própria inclusão neste mundo tecnológico que não tem mais volta. Ouça o que diz o professor:

O secretário municipal de Educação, Adriano Teixeira, disse que o nativo digital não tem a ver somente com o momento em que nasceu.Hoje não é só acesso ao computador, mas acessar com segurança, como usar ferramentas básicas e como me relacionar neste ambiente. Para ele, a programação de computador é elemento fundamental na formação humana do século 21. Citou as ações que o muncípio está fazendo para preparar crianças e adolescentes, com investimentos em equipamentos e internet nas escolas, a escola das profissões e o Espaço Prisma, na Gare, aberto a pessoas de todas as idades para auxiliar desde questões muito básicas como usar o celular, até as mais complexas:

Os ouvintes se dividiram em relação ao tema. O ouvinte Paulo disse que a tecnologia não é sinônimo de inteligência  e que é preciso apostar primeiro no ensino tradicional dos alunos.

Já a ouvinte Claudia disse que quem não se atualizar está fadado a ficar fora do mercado de trabalho. É um caminho sem volta, disse ela: