Erva-mate é herança da cultura indígena e já foi importante motor da economia no Estado
O hábito de tomar chimarrão está presente na grande maioria dos lares gaúchos. O momento tem extrema importância na história do Estado, em especial, mas também dos países vizinhos. É com o chimarrão que momentos são celebrados, onde as famílias se reúnem ou simplesmente cria-se um ambiente para se relaxar.
A bebida, hoje consumida de forma fácil, simplesmente indo até um supermercado e comprando a erva-mate já pronta, nem sempre esteve tão acessível. O assunto foi abordado dentro do programa Emoção, Afeto e Comportamento em sua mais recente edição na Uirapuru.
O programa contou com a apresentação do psiquiatra Érico Hecktheuer e com a participação do Professor Dr. Tau Golin, que é historiador, escritor e jornalista. O professor iniciou explicando que o papel do pesquisador é sempre procurar uma resposta para assuntos que o deixam inquietos.
Neste campo, a erva-mate e o hábito de tomar um bom chimarrão é carregado de aspectos históricos da cultura indígena. Explicou que, quando os europeus chegaram às Américas eles buscam formas de obter lucros. Enquanto em outros países havia a mineração para ser explorada, aqui eles se depararam com um tipo de especiaria semelhante ao famoso e cobiçado chá chinês: a erva-mate.
Explicou que os europeus notaram que os índios dominavam este consumo, feito de plantas encontradas em mata fechada e, com a sabedoria indígena, era trabalhado até virar a bebida. A erva era secada no fogo com uma técnica especial que os indígenas desenvolveram e chamada por eles de carijo. Os europeus perceberam o valor da erva- mate e assim introduziram esta bebida como comércio. O sucesso foi tão grande que a erva-mate ganhou o apelido de ouro verde, iniciando assim sua difusão para as demais culturas até chegar aos dias de hoje.