Debate revela estratégias dos candidatos ao governo do Estado
Com um formato pouco diferente do tradicional, o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado, feito pela Rádio Gaúcha e transmitido simultaneamente pela Rádio Uirapuru, permitiu a apresentação de propostas de temas como educação, saúde, economia, e gestão pública. Por ser o primeiro, já é tradição, foi um debate tranquilo do ponto de vista do embate. Mas também, porque o formato não permitiu, já que se priorizou perguntas do público de várias regiões e de representantes de entidades de classe.
Algumas breves considerações a respeito:
- O alvo de críticas, diretas e indiretas foi o ex-governador Eduardo Leite (PSDB). Onyx Lorenzoni (PL) foi muito mais incisivo nestas críticas; Na defesa Leite tratou de apresentar ações do seu governo em cada resposta.
- A campanha se nacionalizou nas manifestações de Edegar Pretto (PT) que citou em todas as entradas ser candidato de Lula no RS. Também com Onyx e Luiz Carlos Heinze (PP) que em várias oportunidades citaram Bolsonaro e os feitos do governo federal;
- Dos candidatos que estão fora do ciclo polarizado, chamou a atenção a ponderação em relação a algumas respostas, como Vicente Bogo (PSB) que disse não poder prometer redução do ICMS sobre o diesel; de Ricardo Jobim (Novo) em sustentar que todos os candidatos já passaram pelo governo de alguma forma, defendendo que o Estado deve experimentar outro tipo de gestão e fez a defesa da venda do Banrisul; Roberto Argenta (PSC) defende a venda de imóveis do IPE para pagar a dívida com os hospitais e a venda do Palácio das Hortênsias, em Canela; Vieira da Cunha (PDT) fez duas defesas fortes: escola em tempo integral e aumento da rede de proteção para mulheres vítimas de violência.